Diario do Sul

Projeto Estrada Branca

Castelo do Alandroal recebe esta noite Zeca Afonso e Vinícius de Moraes

Castelo do Alandroal. 22.30. O espetáculo que começou em Lisboa e já passou pelo Porto é esta noite exibido no Alentejo. Chama-se “Estrada Branca” e anuncia ainda um duplo LP que celebra dois dos maiores vultos da música que se canta em Português. Zeca Afonso e Vinícius de Moraes.

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção «Diário do SUL»

19 Julho 2019 | Publicado : 14:55 (19/07/2019) | Actualizado: 15:01 (19/07/2019)

E do que se trata o projeto que une os dois lados do Atlântico pela música? Os promotores do espetáculo já levantaram a ponta do véu sobre o que há para ver e ouvir esta noite no Alandroal, durante uma conversa em pleno castelo, que juntou Mônica Salmaso, José Pedro Gil, Carlos Tê, Francisco Fanhais, Teco Cardoso e Manuel Aires Mateus, ao lado da diretora Regional de Cultura, Ana Paula Amendoeira, e do autarca anfitrião João Maria Grilo.

Ficámos a saber que esta “Estrada Branca” de que se fala teve o seu berço em duas homenagens. No Brasil, a cantora Mônica Salmaso celebrava (em 2013) Vinícius, ao assinalar o centenário do seu nascimento, enquanto em Portugal José Pedro Gil e Emanuel de Andrade preparavam um trabalho sobre a obra de Zeca para voz, piano e quarteto de cordas.

Mônica e Teco Cardoso foram dois dos convidados para participar no disco, acabando por ganhar forma o espetáculo que hoje vai “desfilar” no palco do Alandroal, com vozes de Mônica Salmaso e José Pedro Gil numa celebração conjunta das obras de José Afonso e Vinícius de Moraes.

Carlos Tê, letrista de conhecidas músicas de Rui Veloso, assina a escolha do repertório.  “Eu era só alguém que ouvia canções quando entrei para este projeto”, disse, admitindo que não conhecia as músicas, que até lhe pareciam contemporâneas, apesar da “idade”.

Citou o próprio exemplo da “Estrada Branca”, de 1958, admitindo que este projeto só não teve lugar antes porque durante décadas “Portugal se afastou do mundo, incluindo do Brasil”, registou, resumindo que o resultado desta experiência ainda hoje lhe parece “surpreendente”.

José Pedro Gil reconheceu a coragem de fazer um encontro entre as músicas de Zeca e Vinícius, enquanto Francisco Fanhais, presidente da Associação José Afonso, recordou os tempos de padre em que conheceu Zeca, ouvindo discos às escondidas no seminário, de um dia viria a sair para seguir “outras vidas” . Congratulou-se por ter sido um dos quatro elementos que gravou Grândola Vila Morena. “Zeca era uma figura que nos impulsionava em seguir em frente”, rematou.

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