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Entre hoje e dia 28 de Julho

Quatro mulheres de Évora disputam Ultramaratona

A prova tem a extensão de 281 kms formato non-stop e em semi-suficiência na Beira Baixa

Autor :Redacção «Diário do SUL»

Fonte: Redacção «Diário do SUL»

25 Julho 2019 | Publicado : 11:32 (25/07/2019) | Actualizado: 11:36 (25/07/2019)

Cátia Pinto, Adelaide Silva, Patrícia Mateus e Vanda Bragança são as quatro eborenses que, em equipa, na variante de estafeta feminina, vão tentar terminar, em 66 horas, a edição deste ano do PT281 Ultramaratona, prova com 281 quilómetros de extensão, em formato non-stop e em semi-suficiência, que se desenrola em seis municípios da comunidade intermunicipal da Beira Baixa, de hoje, dia 25/07 até 28 de julho, entre Penamancor e Castelo Branco.

Adelaide Silva, que aqui assumiu o papel de porta-voz do “team”, relembra que “uma prova desta importância, com elevado grau de dificuldade, exige muita preparação e muita capacidade de concentração. O corpo e a mente têm de estar alinhados.”

“Temos a consciência de que é uma prova difícil. Dura, tanto ao nível físico como psicológico, principalmente porque é ‘solitária’. Vamos ser testadas e privadas a vários níveis (picos de calor e frio, sede, sono, etc), mas queremos chegar ao fim com a mesma alegria e motivação com que começámos”, frisa.

Com tamanha tarefa pela frente, a formação eborense, que apenas irá ter concorrência de outro conjunto feminino, a preparação tem vindo a ser feita com um enorme rigor. “O treino é diário e intenso, consistindo em corrida em trilhos, estrada, e reforço muscular no ginásio. Para além disso, tem havido um maior cuidado ao nível da alimentação, hidratação e suplementação”, revela Adelaide Silva, que remata com os grandes objetivos: “Queremos terminar sem lesões, sem complicações e com o mesmo espírito que nos moveu para fazer a inscrição – união e amizade”.

Homens repetem

Homens que  disputam a Ultramaratona

À armada feminina eborense junta-se, pelo segundo ano consecutivo, João Tomáz, que o ano passado foi o mais jovem corredor a terminar a prova (28 anos), e Bruno Rentes, que participa em nome da CLR Project, uma ONG de intervenção humanitária e social, em Portugal e África.

Para Bruno Rentes, o “PT281 é muito mais do que uma corrida. É uma experiência de vida que nos muda e nos faz voltar ano após ano”. Segundo este engenheiro agrónomo, a experiência acumulada do ano passado irá permitir corrigir alguns aspetos, designadamente ao nível da alimentação e do descanso. “A primeira participação foi como que um salto para o desconhecido. Desconhecia os meus limites e o que tinha de fazer para gerir os recursos. Para este ano irei corrigir os tempos de descanso, bem como a alimentação”, revela.

No ano passado, João Tomáz, foi o mais jovem atleta a conseguir terminar a prova. Com menos de 30 anos, acrescentou o seu nome à curta história desta competição, em que a privação de sono é um dos grandes problemas. “No decorrer do último ano perdi o ‘medo’ de me encontrar sozinho no escuro, da noite. Treinei isso mesmo. Aprendi a controlar a fadiga, a controlar as alucinações que possam vir a surgir no caminho. Vão surgir de certeza! Por isso, o meu plano de treinos passou pela realização de corridas ao final do dia, após um dia de trabalho, em que me obrigava a passar grandes períodos acordado, apenas a lutar contra o sono. Fiz maioritariamente provas de ultradistância, que me obrigaram a, pelo menos, um dia e uma noite de corrida, pelo que acho que este ano esse não será o meu maior problema”.

Perante a lista de inscritos, João Tomáz volta a ser o mais novo em competição, mas tal não o desvia do foco principal: conseguir terminar dentro do tempo limite. “O objetivo principal será sempre terminar mas melhores condições físicas possíveis. Não tenho uma barreira de tempo que gostasse de bater, mas uma vez que a PT281 é uma das provas que permite classificar-me para correr a Spartathlon, na Grécia, esse feito seria a cereja no topo do bolo”.

De Penamancor a Castelo Branco

Esta é a 5ª edição de uma das mais longas ultramaratonas do mundo em que o facto de ser guiada, exclusivamente, por GPS faz deste evento pioneiro na Europa e a torna uma prova singular. Dos 74 participantes registados, 70% são estrangeiros. Homens e mulheres que vêm de continentes tão distantes como Ásia e América, de longitudes bem distintas, como o Japão, EUA, Brasil, México e Argentina.

A partida faz-se de Penamacor, às 18H00, da próxima quinta-feira (25 de julho), com os corredores a dispor apenas de 66 horas para percorrer todo o trajeto que liga os seis Municípios da Comunidade InterMunicipal da Beira Baixa. Ao longo do caminho irão dispor de bases de apoio em Penha Garcia, Idanha-a-Nova, Lentiscais, Vila Velha de Ródão, Proença-a-Nova, Oleiros e, a última... nas Sarzedas. A partir daqui, a 25km da meta, instalada na muralha do castelo, em Castelo Branco, os participantes podem contar com a companhia das equipas de apoio, por forma a criar outra motivação nos desgastados corredores.

O primeiro classificado deve concluir a ultramaratona após as 38/40 horas de prova. Neste capítulo, João Oliveira, que já venceu por três vezes, é o principal candidato. Como grande adversário surge o Italiano Luca Pappi, que venceu, este ano, a 360ª da Gran Canária.

Évora, a seguir a Setúbal, é a cidade com mais representantes nesta prova, durante a qual, nos locais de passagem da prova, os termómetros passam facilmente dos 40ºc.  Além de ser um calor seco, sufocante, ardente, este é um fator que facilmente coloca a PT 281+ Ultramarathon Beira Baixa Portugal num patamar de dificuldade extrema.

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