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Diario do Sul

Iniciativa no âmbito das comemorações do centenário da associação

Grupo Pró-Évora apresenta exposição de gravura e escultura de Rita Vargas

Autor :Marina Pardal

Fonte: Redação DS

08 Agosto 2019

Até ao dia 23 deste mês, a sede do Grupo Pró-Évora acolhe a exposição “Porto de Abrigo / Learning Curve”, de autoria de Rita Vargas.
A gravura e a escultura assumem o protagonismo nesta mostra, realizada no âmbito das das comemorações do centenário desta associação de defesa do património da cidade de Évora, fundada a 16 de novembro de 1919.
De acordo com Marcial Rodrigues, presidente do Grupo Pro-Évora, “Rita Vargas já expôs na nossa associação em 2010”, salientando que “é uma artista eborense, nasceu em 1981 e vive há alguns anos na Finlândia”.
Adiantou que “a realização desta nova exposição era um compromisso que nós já tínhamos com ela relativo à celebração do aniversário”.
Marcial Rodrigues focou que “Rita Vargas preparou as obras com esse objetivo”, considerando que “é uma revisitação a Évora e ao grupo”.
Disse ainda que “a mostra inclui uma escultura que está patente no pátio, a qual resultou de uma residência que Rita Vargas fez no Departamento de Escultura em Évora, no antigo matadouro na Rua de Machede”.
Para o mesmo dirigente, “esta é uma das iniciativas que assinala o centenário do Grupo Pró-Évora, neste caso com uma linguagem contemporânea”, destacando que “é uma forma de termos obras atuais e expressamente feitas para este propósito”.
Em relação ao programa de comemoração do centenário, Marcial Rodrigues recordou que “temos patente no Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, até 29 de setembro, a revisitação a uma exposição promovida pelo Grupo Pró-Évora em 1958, a Missão Internacional de Arte”.
Adiantou também que, “ainda dentro da pintura, e das artes plásticas em geral, vamos ter, em novembro, uma exposição com as nossas coleções dos últimos 40 anos”, esclarecendo que “são obras dos últimos 40 anos de exposições do grupo”.
A par disso, o presidente do Grupo Pró-Évora revelou que “vamos promover outra exposição mais documental sobre a história do grupo e a coleção de fotografia do grupo, agendada para outubro”.
Relativamente ao trabalho de Rita Vargas, a artista referiu, citada pelo Grupo Pró-Évora, que “«Porto de Abrigo / Learning Curve» é um lugar de chegadas e de partidas, onde um barco ou alguém se refugia ou parte, ou espera que a tempestade passe para poder prosseguir viagem”.
Para a jovem, “neste porto, os movimentos de espera marcam o ritmo do lugar”, constatando que, “embora fluido, este tempo, este porto, tem de ser suficientemente sólido para que se lhe possam amarrar as cordas”.
Estas palavras são como que uma justificação para a escolha deste título para a exposição patente na sede do Grupo Pró-Évora.
Segundo Rita Vargas, essa escolha está relacionada com dois aspetos. “Por um lado, o facto da cidade de Évora representar uma espécie de lugar onde posso, de certa forma, largar e amarrar as cordas”, confessou, admitindo que “não sendo apenas um lugar de passagem, é um lugar onde continuo a aprender a lidar com e a constatar a passagem do tempo por quem tenho mais apreço”.
A artista acrescentou que “foi e continua a ser um lugar onde aprendo a lidar, não só com as curvas que modificam os rostos, mas também com as curvas que nascem a partir das mãos – escultura em pedra, desta vez esculpida na Associação Pó de Vir a Ser – Departamento de Escultura em Pedra”.
Evidenciou ainda que, “por outro lado, a escolha do título é uma homenagem ao Grupo Pró-Évora, um grupo de comemora o centenário de defesa do património cultural da cidade de Évora”.
Na sua opinião, “representa um importante e único porto de abrigo para os atores culturais da cidade, para os seus projetos, para as suas criações”, caracterizando-o como “um lugar de debate, aprendizagem, defesa, investigação, criação e promoção de uma cultura única eborense”.
De acordo com Rita Vargas, “«Porto de Abrigo» explora a reconciliação entre continuidades e descontinuidades de um estado transitório em relação ao outro, de uma existência fugaz num lugar provisório”.
Concluiu também que “o retorno – e a continuidade – à escultura em pedra mármore é um retorno às minhas memórias de infância, a uma raiz multicultural, em que a identidade portuguesa voltou a prender as amarras”.
A sede do Grupo Pró-Évora esta situada na Rua do Salvador n.º 1, nesta cidade alentejana. A exposição de Rita Vargas pode ser visitada de terça-feira a domingo, das 15 às 19 horas.

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