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Diario do Sul
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8 de Novembro, às 21h30, n’A Bruxa Teatro

“BOCA ILHA – O rosto que ninguém vê” apresenta-se pela primeira vez em Évora

O premiado espectáculo de teatro

07 Novembro 2019

• A partir do universo poético da escritora açoriana Natália Correia, ”BOCA ILHA – O Rosto que ninguém vê” conta com a encenação de Nuno Nunes e dramaturgia e interpretação de Carolina Bettencourt e Miguel Curiel
• O “BOCA ILHA – O rosto que ninguém vê” venceu em 2017 o concurso “Jovens Criadores” do Clube Português de Artes e Ideias
• O espectáculo irá decorrer no 8 de Novembro, às 21h30, n’A Bruxa Teatro, Espaço Celeiros, na Rua do Eborim

O espetáculo “Boca Ilha – O rosto que ninguém vê” vai regressar aos palcos no dia 8 de Novembro, às 21h30, n’A Bruxa Teatro, Espaço Celeiros, na rua do Eborim.
O espectáculo parte, como revela o encenador Nuno Nunes, do “universo de Natália Correia como quem descreve a sua silhueta para, a seguir, reclamar uma existência tangível. Intrometemos Alberto Caeiro, Cesariny, Ary dos Santos, Mário de Sá Carneiro, e outros para iluminar “O Rosto Que Ninguém Vê”: são diálogos, são confrontos, são confirmações em torno de temas como a identidade, a relação com a morte, a memória de infância, o espaço geográfico e poético da ilha, o activismo político, a vivência da religião e do casamento, o sentimento do outro e de si mesmo como outro”.
A dramaturgista e também intérprete do Boca Ilha revela por sua vez que esta criação “aparece de uma necessidade de falar de ilhas que aparecem faladas por Natália Correia, mas surgem, sobretudo, numa descoberta comum da ilha de Natália, da ilha de Vitorino Nemésio e do rio de Alberto Caeiro. É a universalidade da ilha dada através do teatro. O “rosto que ninguém vê” é o outro lado de Natália Correia que está para além da persona. É o que está por trás da sua boquilha (Boca Ilha)”. O actor Miguel Curiel realça, por seu lado, o desafio que constitui o BocaIlha enquanto espectáculo “porque o tempo que o leitor tem para aceder à leitura da poesia é um e o tempo que o espectador do teatro tem para aceder à poesia em situação teatral é outro e isso condiciona muito. Tentamos, por isso, no Boca Ilha, expor as palavras e os poemas de forma a criar um nível de leitura no espectador”. Miguel Curiel acrescenta ainda que o que torna diferente este espectáculo vencedor do concurso “Jovens Criadores” do Clube Português de Artes e Ideias “é a inexistência de uma linha narrativa e do conceito de personagem”.
Refira-se, por último, que esta será uma das últimas oportunidades para assistir ao “Boca Ilha – O rosto que ninguém vê”, dado que a digressão terminará em breve com uma apresentação em Lisboa, em data a confirmar.

Sinopse “Boca Ilha – O rosto que ninguém vê”
O que acontece quando duas palavras se combinam? Ou quando um poema sucede a outro? Ou dois actores se debatem entre si? Em que sítio encontramos o poeta que vive nas palavras que nos legou? Partimos do universo de Natália Correia como quem descreve a sua silhueta para a seguir reclamar uma existência tangível.
Intrometemos Alberto Caeiro, Cesariny, Ary dos Santos, Sophia, Mário de Sá Carneiro, e outros para iluminar “O Rosto Que Ninguém Vê”: são diálogos, são confrontos, são confirmações em torno de temas como a identidade, a relação com a morte, a memória de infância, o espaço geográfico e poético da ilha, o activismo político, a vivência da religião e do casamento, o sentimento do outro e de si mesmo como outro… E os dois actores que disputam os seus papéis, num feminino-masculino intranquilo e carente, configuram, por seu lado, esse território teatral cercado pela iminência do esquecimento. (Nuno Nunes)

Veja o Teaser "BOCA ILHA - O Rosto Que Ninguém Vê" no link abaixo:

Carregue aqui: https://www.youtube.com/watch?v=iEUQXMMCqcc&feature=youtu.be

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