Diario do Sul

Sessão do CPPC

Não guerra, sim à paz

A Paz e o Desarmamento Nuclear, foi o tema escolhido para a sessão pública organizada pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) que se realizou no salão Nobre do Teatro Garcia de Resende na passada sexta-feira, 7 de Janeiro.

Autor :Bruno Calado Silva

10 Fevereiro 2020

Para além dos oradores convidados como o presidente da Câmara Municipal de Évora, o investigador Frederico Carvalho e a presidente da Direção do CPPC, Ilda Figuireido, esteve presente o militante histórico do PCP, Abílio Fernandes, um homem também preocupado com as alterações que o clima vem conhecendo.

“ Há outros assuntos que estão a ganhar imensa importância a par da guerra como por exemplo as questões climáticas. Mas quero aqui destacar a luta pela paz e o desarmamento nuclear. A guerra pode ser muito pior que qualquer alteração climática. E, portanto, nós temos que continuar atentos a algo que pode ser catastrófico para a humanidade se não houver quem esteja a lutar pela paz. É por isso que fale a pena fazer estas iniciativas”, afirmou Abílio Fernandes em declarações ao Diário do Sul (DS).

Também em entrevista ao DS, o presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Pinto de Sá considerou a paz e o desarmamento um tema actual que é preciso não esquecer e fazer chegar às novas gerações.

“As ameaças que temos hoje um pouco por todo o mundo têm vindo a agrava-se, aliás, como hoje é notário nos mais diversos pontos do globo, mas existem algumas pouco visíveis, que nem chegam a ser notícia e que são conflitos gravíssimos. E, numa altura em que se banalizam tantos conceitos, a ideia da paz precisa de ser transmitida a todos e, em particular, à novas gerações no sentido de criar um movimento que afirme a paz como única opção contra a violência e contra um conjunto de horrores que já cobriram a Europa e o mundo e que não queremos ver repetidos”, declarou Pinto de Sá.

Por seu turno, Ilda Figueiredo, fez a retrospetiva das iniciativas levadas a cabo pelo CPPC, nomeadamente o Encontro Pela Paz que reuniu em 2018 mais de 700 pessoas em Loures, bem como as “reuniões, debates e outras inciativas que percorreram o País, envolvendo muitos para quem a paz é um bem precioso”. Em preparação, anunciou a ex-eurodeputada pelo PCP, está já um “grande encontro pela paz” que se vai realizar este ano, em Setubal.

Na aturada apresentação cientifico-política que fez, o investigador Frederico Carvalho, citou o falecido presidente Norte- Americano, Ronald Reagan, quando este discursou sobre o estado da União em 1984, a propósito do tratado sobre as Forças Nucleares de Alcance Intermédio, que viria a ser assinado três anos depois entre os EUA e a então URSS.

“Para os nosso dois países uma só política pode preservar a civilização nesta idade moderna. Uma guerra nuclear não pode ser ganha nem deve nunca ser travada. O que as nossas duas nações, possuidoras de armas nucleares, devem ter como valor supremo é garantir que nunca são usadas e, sendo assim não seria melhor desfazer-nos delas de uma vez por todas?”

Este tratado, que faz parte de uma “armadura” de acordos conta a proliferação de armas nucleares tem vindo, segundo Frederico Carvalho “a ser de destruída, sobretudo, a partir do início deste século”. O compromisso firmado em 1987 entre Mikhail Gorbachev e Reagan esteve em vigor durante 30 anos até ser denunciado o ano passado pela administração Trump.

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