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Diario do Sul

Saldo muito positivo na promoção das atividades económicas transfronteiriças

Criar alianças entre empresas lideradas por mulheres para promover as suas áreas de negócio foi um dos principais objetivos do INTREPIDA que, de acordo com o coordenador do projeto - a Fundação Três Culturas do Mediterrâneo localizada na Andaluzia – foi atingido ao longo dos três anos de duração.

Autor :Organização / NERE

20 Fevereiro 2020 | Publicado : 13:46 (20/02/2020) | Actualizado: 13:48 (20/02/2020)

O projeto Internacionalização das Mulheres Empresárias de Espanha e Portugal para a Inserção, Desenvolvimento e Alianças iniciou-se em 2017 tendo tido como previsão terminar em dezembro de 2019, mas o prazo foi prorrogado até 30 de junho de 2020.

Dirigido a mulheres empresárias, este é uma iniciativa considerada diferenciadora sobretudo por ser focada na igualdade de género.

Catalina Bejarano, chefe de fila do projeto INTREPIDA da Fundação Três Culturas do Mediterrâneo, faz um balanço “muito positivo”, salientando que foi alcançado um número muito elevado de adesão. “Conseguimos impulsionar uma curiosidade sobre Portugal e Espanha para que as empresárias sentissem a necessidade de conhecer mais, de se aproximarem mais, de saberem mais umas sobre as outras e de acreditarem que se podem aliar, tornando-se mais fortes”, atesta.

A dirigente destaca que neste 4.º edição do fórum, realizado na cidade de Évora, foram efetuados profícuos contactos, dando como exemplo uma empresa que está sediada em Sevilha e cuja atividade é efetuar tours. “Esta empresária está a falar com uma empreendedora do Algarve que tem também a mesma área de negócio e a ideia é estabelecerem um intercâmbio para que um turista que está no Algarve possa ir a Sevilha e vice-versa. A proximidade é uma mais-valia para ambas”, sublinha.

O mesmo não se pode dizer do Alentejo, uma vez que “a maioria das empresárias da Andaluzia não conhece a região, por isso, estamos aqui porque estamos conscientes de que este território precisa de uma maior promoção junto destas empreendedoras”, frisa.

Catalina Bejarano anuncia que um novo projeto já está a funcionar desde janeiro de 2020 com a designação de INTREPIDA Plus e que é o prolongamento do caminho já trilhado até aqui. “Queremos consolidar o que já conseguimos. Se parássemos o apoio às empresárias perderíamos a fidelização e o que nós queremos é ter resultados mais visíveis”, sustenta. E acrescenta: “Vamos ter oportunidade de continuar com uma formação mais atualizada e ficar com um maior conhecimento empresarial, gastronómico, turístico e histórico de Espanha e de Portugal”.

Paulo Silva, coordenador regional do Programa INTERREG, Espanha Portugal 2014-2020 Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA) evidencia os contributos positivos que este projeto permitiu durante a sua duração, assumindo-se como um espaço primordial para a internacionalização. “Verificamos que existe um enorme e diversificado número de produtos, bens e serviços inovadores com sentido prático daquilo que são os objetivos da cooperação transfronteiriça”, atesta.

O coordenador regional do Programa INTERREG realça a importância de todos os mecanismos que permitem colocar em contacto as pessoas e os recursos que “possam ser potenciados, mostrados e internacionalizados que são os grandes objetivos patentes neste projeto”. E adianta: “Agora é tempo de capitalizar toda a atividade que tem sido desenvolvida”.

Também Carlos Pinto Sá, presidente da Câmara Municipal de Évora congratula-se pela possibilidade de aprofundar as relações entre o mundo empresarial feminino transfronteiriço.

O autarca afirma que o município tem já contactos a diversos níveis com Sevilha, exemplificando que tendo em conta a modernização agropecuária da região “é possível fomentar relacionamentos com a Andaluzia”.

O edil esclarece que Évora tem estado a crescer mais de 20 por cento ao ano em termos turísticos, o mesmo se passa na área industrial nomeadamente na área da aeronáutica com quem esta cidade tem já uma relação com o cluster de Sevilha.

Carlos Pinto Sá diz acreditar que estão abertos os caminhos para o estreitamento das relações entre os dois países. “Todos os setores podem dar contributos, daí querermos ter uma dimensão europeia e daí a colaboração com os nossos vizinhos ser imprescindível”, frisa.

Desta forma terminou a última edição deste fórum, organizado pelo Núcleo Empresarial da Região de Évora (NERE), parceiro oficial do projeto na região do Alentejo e que contou com o apoio financeiro do programa Interreg POCTEP Espanha-Portugal, bem como dos restantes parceiros: Núcleo Empresarial da Região de Évora – NERE, Associação Empresarial da Região de Portalegre – NERPOR-AE, Ninho de Empresas de Loulé – REGIOTIC, Diputación de Huelva e FUECA em Cádis.

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