Diario do Sul

Em tempos de pandemia

Portugueses adoptam cesta de compras racional mas também emotiva

A cesta de compras dos consumidores portugueses adquiriu moldes de sobrevivência, reforçada para tudo o que possa acontecer nesta situação. Mas esta é uma cesta em evolução, que começou com alguns primeiros sintomas e foi sendo rapidamente adaptada a todas as mudanças que vivemos.

07 Abril 2020 | Publicado : 15:55 (07/04/2020) | Actualizado: 16:00 (07/04/2020)

A cesta de compras dos consumidores portugueses adquiriu moldes de sobrevivência, reforçada para
tudo o que possa acontecer nesta situação. Mas esta é uma cesta em evolução, que começou com
alguns primeiros sintomas e foi sendo rapidamente adaptada a todas as mudanças que vivemos.

Com a declaração do Estado de Emergência em Portugal, impondo saídas restritas à rua, o consumo
dos portugueses tornou-se mais económico e racional. Como explica Marta Teotónio Pereira, client consultant senior da Nielsen, esta é uma realidade “que poderá também vir a ser impactada pela
evolução das condições financeiras dos portugueses. Depois de passada esta fase em que os
portugueses prepararam a vida para a quarentena, é natural que procurem agora tornar a vida em
casa mais suportável. Haverá por isso alguns produtos menos essenciais que podem vir a apresentar
crescimentos, como por exemplo algumas categorias de bebidas. Até mesmo alguns produtos de
beleza poderão ter também um lugar de maior destaque em casa, nesta fase em que não podemos
sair (ex: idas ao cabeleireiro).  A evolução da composição da cesta de quarentena tem, portanto, uma
parte experiencial e outra emocional e há aqui uma oportunidade para fabricantes e retalhistas
atingirem vendas incrementais.”
 
Neste contexto, os consumidores procuram soluções que facilitem a permanência em casa, motivo
pelo qual o número de ocasiões de compra online registou um crescimento de
34% na semana 12 versus o período homólogo, com +41% de lares a eleger este
canal (Fonte: Nielsen Homescan Consumer Panel Rawdata). Continuamos a companhar estas
tendências até que a crise pare e voltemos à (nova) normalidade”, explica a responsável da Nielsen.

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