Diario do Sul

No total, o apoio representa cerca de 15 mil euros

Crédito Agrícola do Alentejo Central oferece equipamentos de proteção aos bombeiros do distrito de Évora

Autor :Marina Pardal

Fonte: Redação DS

29 Maio 2020

Aconteceu no dia 20 de maio a terceira e última entrega de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) por parte da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Alentejo Central à Federação dos Bombeiros do Distrito de Évora.

Este material, doado no âmbito da pandemia de Covid-19, foi distribuído pelas 14 corporações de bombeiros do distrito de Évora.

A entrega decorreu no quartel dos Bombeiros Voluntários de Évora, na presença de responsáveis do Crédito Agrícola, da federação de bombeiros e de algumas corporações.

Segundo Inácio Esperança, presidente da Direção da Federação dos Bombeiros do Distrito de Évora, “quando começou a pandemia, não tínhamos EPI e tínhamos poucas verbas para a sua aquisição”, recordando que “não tivemos praticamente apoios no início porque o protocolo para a Covid-19 foi feito com outras instituições, o que, naturalmente, respeitamos”.

No entanto, constatou que “logo de início viu-se que tinham de ser também os bombeiros a fazer esse tipo de serviços”, lamentando que “os bombeiros não tenham sido envolvidos inicialmente, pois isso levou a que não tivéssemos os apoios que se calhar devíamos ter tido”.

Contudo, Inácio Esperança garantiu que “estivemos sempre presentes e não deixámos de fazer os serviços para os quais fomos chamados, ou pelas autoridades de saúde ou pelas pessoas”.

Apesar da região não registar muitos casos, exemplificou que, “até 13 de maio, transportámos 38 casos suspeitos, o que implica o uso de EPI completo”, realçando que o mesmo é composto por “fato, sobrebotas, máscara, óculos e dois pares de luvas”.

O mesmo responsável frisou que, “no início, não tínhamos EPI completo e, na altura, só o fato custava cerca de 70 euros”.

Apontando que “como não tínhamos verba, pedimos apoio à Caixa Agrícola do Alentejo Central, o qual nos foi dado”, especificando que “no total ultrapassa os 15 mil euros”.

Inácio Esperança adiantou que “na primeira entrega, recebemos milhares de máscaras, seguiu-se uma segunda entrega de centenas de fatos e agora foram mais 350 fatos”.

Na sua perspetiva, “estes EPI satisfazem, para já, as nossas necessidades”, mencionando que “estes fatos são reutilizáveis até 50 lavagens”.

Confirmou ainda que com estes equipamentos, “os bombeiros sentem-se seguros para fazer este trabalho ao nível da pandemia, durante algum tempo”.

Inácio Esperança reiterou também que “esta parceria de uma instituição local do Alentejo é uma ajuda muito importante para as 14 corporações de bombeiros do distrito de Évora”.

Por sua vez, o presidente do Conselho de Administração do Crédito Agrícola do Alentejo Central, José Tirapicos Nunes, focou que quando esta parceria se iniciou, “estávamos numa altura em que havia muita escassez de tudo”.

Nesse sentido, “por solicitação da Federação dos Bombeiros do Distrito de Évora, nós apoiámos de acordo com aquilo que determinaram que fazia mais falta”.

A esse respeito, José Tirapicos Nunes fez menção ao que aconteceu com o Hospital do Espírito Santo de Évora, pois “também disseram o que precisavam e nós oferecemos um ventilador”.

O mesmo responsável sublinhou que, no caso da oferta feita à federação, o objetivo foi “apoiar e manter a salvaguarda da saúde, não só dos bombeiros, mas também das pessoas que eles servem”, lembrando que “a responsabilidade social é habitual na nossa política”.

Disse ainda que “somos um banco diferente, somos uma cooperativa de crédito, e estamos localizados na região, por isso, tudo o que ocorra, de bem ou de mal, reflete-se em nós”.

Já Francisco Ferro, vice-presidente do Conselho de Administração do Crédito Agrícola do Alentejo Central, revelou que, “além destas iniciativas de apoio direto, neste período complicado que atravessamos, criámos também uma linha de crédito específica para as associações de bombeiros com condições muito interessantes, que algumas já estão utilizar, porque nos pareceu que era uma forma de complementar o que existe”.

Referiu que “estas entidades vivem muito de um conjunto de serviços que durante este período ficaram praticamente parados, nomeadamente o transporte de doentes, e isso causa-lhes problemas complicados de tesouraria”.

Como tal, Francisco Ferro assegurou que este é “mais um instrumento de ajuda que nos parece importante na linha da colaboração que procuramos ter permanentemente com este tipo de entidades de âmbito social”, afiançando que “temos a preocupação de estarmos sempre próximos e de apoiarmos dentro daquilo que são as nossas possibilidades”.

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