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Diario do Sul
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ATLA vai elaborar plano com estratégias de adaptação às alterações climáticas

Território do maior lago artificial da Europa é a primeira região no Pacto Europeu “Mayors Adapt”

02 Novembro 2015

O pedido de adesão da ATLA – Associação Transfronteiriça do Lago Alqueva ao Pacto Europeu “Mayors Adapt” foi aprovado pela Comissão Europeia. A ATLA destaca-se como a primeira entidade que aderiu ao “Mayors Adapt” no que se refere à natureza do programa de adaptação (devido à centragem em Alqueva), à natureza espontânea (não administrativa) da região e à natureza multinacional (cross-border ransfronteiriça) da região.

A adesão ao pacto europeu permite à ATLA, municípios e ayuntamientos associados, bem como a entidades parceiras, de beneficiarem e acederem a um novo fundo da Comissão Europeia para os próximos dois anos, de cerca de 16 mil milhões de euros nas áreas da investigação e inovação, ao abrigo do “Horizonte 2020”, que terá vários períodos de candidatura, nomeadamente para propostas ao programa “Nature Based Solutions”.

O “Mayors Adapt” foi lançado em março de 2014, no âmbito da iniciativa “Pacto de Autarcas”, centra-se em medidas de adaptação às alterações climáticas e é a primeira iniciativa à escala europeia lançada para apoiar cidades, regiões e administração local neste tipo de ações. Para além de apoiarem os objetivos globais da estratégia da União Europeia de adaptação às alterações climáticas, que visa tornar a Europa mais resistente ao clima, as cidades e regiões que aderirem ao “Mayors Adapt” aceitam elaborar estratégias de adaptação locais ou integrar as ações desenvolvidas ou a desenvolver em planos de ação.

Com a adesão a este pacto europeu, os autarcas beneficiam de apoio a atividades locais de adaptação às alterações climáticas, de uma plataforma para a cooperação e de uma maior possibilidade de sensibilização do público em matéria de adaptação. Entre as áreas a integrar no âmbito do desenvolvimento do plano de adaptação às alterações climáticas, destacam-se os impactos climáticos (temperaturas extremas, escassez de água, cheias, secas e tempestades) e setores vulneráveis (agricultura e floresta, biodiversidade, áreas costeiras, redução do risco de desastres, financeiro, saúde, infraestruturas, gestão marítima e pescas, gestão da água e turismo).

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