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Comando Territorial de Évora celebrou sete anos

GNR oferece tarde em cheio a Reguengos mas sem perder de vista idosos e jovens

Roberto Dores

04 Novembro 2015 | Fonte: Redacção D.S.

Até o tempo ajudou. Tarde de sábado sem chuva. Reguengos de Monsaraz saiu à rua para assistir à cerimónia que sublinhou o sétimo aniversário do Comando Territorial da Guarda Nacional Republicana de Évora. Simultaneamente, o dia em que se completaram 104 anos sobre a transferência definitiva do então Batalhão N.º 3 para a capital do Alentejo. “É fácil ser GNR nesta região”, garantiu o comandante coronel Pedro Costa Lima. “O baixo índice de criminalidade no concelho deve-se ao trabalho destes homens e mulheres”, respondeu o presidente da autarquia, José Calixto.

E ao sétimo aniversário a GNR decidiu descentralizar as comemorações até à praça da Liberdade, dando o contributo à promoção da Cidade Europeia do Vinho, para mostrar a outros concelhos do distrito o que por cá se vai fazendo. “Tem corrido tudo muito bem. Quando fizemos que é fácil ser GNR aqui, é porque encontramos uma comunhão de esforços entre a população e a Guarda, porque sentimos ambos a mesma a necessidade de continuar a impulsionar esta região”, justificou ao “Diário do Sul” Pedro Costa Lima logo a seguir ao desfile.

Apesar da celebração, o comandante da GNR de Évora, assumiu a necessidade dos cerca de 800 militares do distrito estarem sempre de alerta, sobretudo no apoio aos idosos e jovens da região. Afinal, justificou, são as duas faixas etárias que reúnem mais preocupações dos guardas para correrem o risco de poder estar mais expostos a algumas ameaças.

“Empenho pessoalmente o meu o nome como o rosto primeiro na defesa dos homens e mulheres que aqui prestam serviço. Seremos sempre capazes de responder às solicitações da população mais idosa e mais jovem. A presença da Guarda atenua as ameaças mais estranhas ou delicadas que possam surgir”, sublinhou, reiterando que, até agora, está “muto satisfeito” com o trabalho desenvolvido pelos militares.

Foi já a olhar para 2016 e justificando a necessidade de procurar fazer “sempre mais”, que Pedro Costa Lima aguarda poder dispor de um segundo posto móvel para o distrito. “Temos um posto móvel que está a levar a GNR às terras que não têm posto fixo. Queríamos ver se para o ano conseguíamos mais um, porque temos a segunda maior área geográfica do país”, explicou.

Já tinha, entretanto, decorrido um dos momentos mais simbólicos da tarde ao ser depositada uma coroa de flores junto ao monumento de homenagem aos militares do comando eborense que morreram em serviço -sargento-chefe Hermenegildo Manuel Almeida Marques e os militares do Núcleo Escola Segura, guardas principais António Cardoso Godinho e Maria João Moura.

“Assistimos hoje a algo diferente em Reguengos de Monsaraz”, disse o presidente da autarquia, José Calixto, aludindo ao facto de se tratar da primeira cerimónia militar no concelho. “Foi uma honra para nós”, sublinhou, reconhecendo que a presença da GNR junto da população é sinónimo de reforço de segurança.

“Já tenho dito que um dos indicadores que mais me interessa quando olho para o meu território é o da criminalidade e segurança. É muito importante concluirmos que temos tido aqui índices muito baixos de criminalidade que se deve ao trabalho da GNR”, adiantou, enquanto se mostrava empenhado em garantir as melhores condições de trabalhos aos militares.

Por isso mesmo o autarca recordou a necessidade de pôr cobro ao impasse em que mergulhou a reconstrução do quartel da Guarda. “Precisamos de instalações novas que já protocolámos com o Estado. Temos o projeto em mãos, mas há esta indefinição. Estou a preparar a carta para enviar a quem quer que venha a ser o ministro da Administração Interna. Temos que mandar o pedido de reforço de um processo que está parado, talvez devido à mudança de Governo”, admitiu José Calixto.

Uma “batalha” em carteira para os próximos tempos, com o autarca a acreditar que valerá a pena pressionar o Governo. E não perdeu de vista uma outra “batalha” ganha há vários anos, quando o posto da GNR do Telheiro esteve em risco de fechar. “As pessoas não percebiam porque se lutava tanto por esse posto quando estão ali apenas umas centenas de pessoas à volta. É que neste momento passam 80 mil pessoas por Monsaraz e já se previa essa expansão na altura”, justificou o edil.

O fim de tarde fez-se no pavilhão multiusos, também com prova de vinhos à mesa e um brinde incentivado pela tenente Joana Batista.

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