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Dia da academia eborense assinalado a 1 de Novembro

Reitora destacou aumento do número de alunos que ingressou este ano na Universidade de Évora

O Dia da Universidade de Évora (UÉ) foi comemorado no passado domingo, com a tradicional sessão solene que marcou o início do ano letivo. O dia 1 de novembro assinala a fundação da Universidade Jesuíta, em 1559, sendo um dos momentos mais relevantes para a academia eborense.

Marina Pardal

04 Novembro 2015 | Fonte: Redacção D.S.

Para além dos discursos da reitora, do presidente do Conselho Geral e do presidente da Associação Académica, entre outros, teve lugar a Lição Inaugural, este ano proferida pelo professor Hélder Adegar Fonseca.

A cerimónia incluiu também a atribuição de prémios de mérito e bolsas de estudo aos alunos, bem como a imposição das insígnias doutorais aos novos doutores. Os momentos musicais também fizeram parte deste dia, com as intervenções musicais do Coro da UÉ, a atuação das tunas da UÉ e um concerto pela Orquestra da UÉ.

Durante o seu discurso, a reitora da UÉ, Ana Costa Freitas, destacou o crescimento que a academia eborense assistiu neste novo ano letivo.

“Estamos timidamente a crescer”, referiu, salientando que “o ingresso de novos estudantes, neste ano, merece-nos satisfação, pois aumentámos em 12 por cento o número de entradas de 1.º ciclo, em 11 por cento no 2.º ciclo e 45 por cento nas pós-graduações”. Constatou ainda que “apenas nos estudantes de 3.º ciclo diminuímos em 20 (valor absoluto)”.

Ana Costa Freitas sublinhou que “sendo ainda cedo pera ‘descansarmos’, parece que estaremos a conseguir estancar a ‘sangria’ que se vinha verificando”, adiantando que “a captação de alunos estrangeiros, em regime regular, também é animadora, já que atualmente temos cerca de 1070 estudantes estrangeiros (no total da UÉ) de 81 nacionalidades diferentes”.

Outro ponto focado pela reitora foi que a “UÉ continuou a sua política de apoio aos estudantes com comprovada situação de carência económica, através da atribuição de bolsas de estudo ao abrigo do Fundo de Apoio Social”.

A esse respeito, Ana Costa Freitas disse que “a taxa de alunos que beneficiaram de bolsa ao abrigo deste fundo em 2014/15 representou cerca de dois por cento dos alunos inscritos, mais do dobro face ao ano letivo transato”, exemplificando que “o total de bolsas para os alunos de 1.º ciclo e mestrado integrado passou de 39 para 61, enquanto no 2.º ciclo foi possível passar de seis para 15”.

Garantiu ainda que “continuaremos a trabalhar para poder apoiar mais e melhor os nossos estudantes”, assegurando que “ninguém terá de abandonar os estudos por falta de recursos financeiros”.

Na sua intervenção, a reitora realçou também que “o ano que termina foi para nós uma etapa de clarificação do rumo e de tomada de decisões consentâneas com as nossas opções estratégicas”, referindo-se “ao Plano Estratégico aprovado em abril pelo Conselho Geral para o horizonte dos próximos cinco anos”.

Segundo Ana Costa Freitas, “este plano enquadra-se, por um lado, no conhecimento do que somos e do que queremos ser e, por outro lado, incorpora as prioridades explicitadas no Programa Operacional (PO) do Alentejo e na Estratégia Regional de Especialização Inteligente do Alentejo no Portugal 2020 e em linha com os pilares do programa Horizonte 2020”.

A reitora frisou também que “a identificação de áreas-âncora é porventura o aspeto mais inovador e ousado do Plano Estratégico”, sustentando que estas áreas são “prioritárias no contexto das estratégias de captação de financiamentos para investigação científica, experimentação e desenvolvimento tecnológico”.

Ainda neste âmbito, e de acordo com a reitora, “respondemos positivamente ao desafio lançado pelo Ministério do Desenvolvimento Regional para a criação de um Centro de ID&I e escolhemos Agricultura: Água e Energia”.

Destacou ainda que “o ano de 2015 fica também assinalado pelo reconhecimento da notoriedade dos nossos centros de investigação e cátedras”.

Por sua vez, o presidente da Associação Académica da UÉ (AAUÉ), Luís Pardal, durante o seu discurso focou que “no ano letivo passado, mediante proposta do movimento associativo nacional conseguimos uma das maiores vitórias a nível de ação social dos últimos dez”, explicando que “conseguimos fazer diversas alterações ao regulamento de atribuição de bolsas de estudantes no ensino superior”.

Essa intervenção permitiu que “este ano cerca de mais quatro mil estudantes possam ser apoiados pelas bolsas de estudos”, recordou o dirigente associativo.

No entanto, Luís Pardal alertou que “ainda há muitos estudantes que continuam a abandonar os seus estudos por motivos económicos, cabendo à tutela e aos seus dirigentes do ensino superior tentar perceber e sobretudo prevenir esta situação”.

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