Diario do Sul
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Sindicatos afirmam que situação arrasta-se há mais de um ano

Professores do Alentejo são obrigados a ir a junta médica ao Algarve

Os professores que estão de baixa por períodos prolongados de tempo e que têm que ir a junta médica para poderem ou não regressar ao trabalho são obrigados a deslocarem-se até ao Algarve, mais precisamente a Faro que é onde está localizada a DGESTE /Algarve. A denúncia é feita pelos professores e pelos sindicatos.

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção D.S.

04 Novembro 2015

De acordo com os sindicatos contactados pelo “Diário do Sul”, mais precisamente o Sindicato de Professores da Zona Sul e o Sindicato Democrático de Professores do Sul, há em cada DGESTE, um gabinete vocacionado para a realização das juntas médicas. No entanto, isto na nossa região não está a ser realizado há mais de um ano. “Os atrasos não vêm de agora, são de muito tempo”, afirmam. Quanto às razões “não nos são dadas”, o que levou estes representantes a questionarem a tutela.

Ambos os sindicatos consideram “inadmissível” esta situação. Todos os docentes que têm que se dirigir ao Algarve têm a deslocação paga, “mas isso não compensa o incómodo que é causado, sobretudo quando existe no Alentejo um espaço para que as juntas médicas se realizem”.

De salientar que os professores residentes em toda a nossa região, quer os do distrito de Portalegre, como de Beja têm que deslocar-se a Évora. Perante este problema são obrigados a ir até Faro.

Contudo, esta problemática não ocorre apenas na região Alentejo, mas também em Lisboa, daí a necessidade de terem que deslocar-se até ao Algarve.

Segundo os dados avançados pelo Sindicato Democrático de Professores do Sul, este ano houve foram relatados cerca de 60 situações, avançando, no entanto, que este número pode ser muito superior, visto que há professores que não são sindicalizados ou porque o são noutros sindicatos.

O “Diário do Sul” contactou o Centro Distrital de Évora da Segurança Social que afirmou que nada tem a ver com o caso, uma vez que o gabinete existe na DGESTE e que está sob a tutela do Ministério da Educação. Instada a tutela foi-nos dito que tendo em conta a fase de transição governamental, “não há ninguém para responder”. Também a Administração Regional de Saúde do Alentejo foi questionada sobre o problema, tendo respondido que “a constituição e o funcionamento das juntas médicas são da responsabilidade da ADSE, que deverá promover a sua realização na seção que corresponda à área de residência do trabalhador”.

O Sindicato Democrático de Professores do Sul vai mais longe e denuncia que “há professores que estão a apresentar-se ao serviço, ou seja, interrompem a baixa sem irem à junta médica, por indicação da escola que, por sua vez, afirma ter recebido informação da tutela”.

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