Diario do Sul
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Negócio está já a ser avaliado

EDP Renováveis avança para construção de central fotovoltaica em Évora

09 Novembro 2015

A EDP Renováveis adquiriu a Stirlingpower, uma empresa portuguesa, radicada em Braga, que detém uma licença para construir uma central solar em Évora, segundo se pode ler num anúncio agora publicado na imprensa pela Autoridade da Concorrência. Aquele organismo informa que foi notificado da operação de concentração, estando em causa, diz, “a aquisição pela EDP Renováveis do controlo exclusivo da Stirlingpower através da aquisição da totalidade do respetivo capital social”.

Ou seja, o negócio está agora a ser avaliado pela Autoridade da Concorrência, ainda segundo o mesmo anúncio que veio a público sexta-feira.

A Stirlingpower é uma sociedade cujo principal ativo é, precisamente, uma licença para a construção e exploração da central solar fotovoltaica de Alcamises em Évora, com uma capacidade de 2,5 megawatts (MW), devendo entrar em funcionamento em 2016.

A EDP Renováveis é hoje detentora de uma central solar de dois MW em Portugal, enquanto os restantes mercados onde marca presença a energética exibe uma capacidade instalada de 80 MW, um valor residual em comparação com os mais de nove gigawatts de potência instalada de energia eólica.

O Alentejo, recorde-se, é das regiões do país com maior potencial para este setor das energias renováveis. Recorde-se que recentemente se ficou a saber que a Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) indicou que há pelo menos dez projetos de centrais fotovoltaicas de larga escala para o Alentejo, avançando que oito desses projetos já pediram, inclusivamente, licenciamento.

“Há mais duas entidades que têm vindo a demonstrar junto da DGEG elevado interesse em desenvolver os projetos”, acrescentou a mesma instituição, estando previstos para o território português empreendimentos com uma potência de 1300 MW e que, no total, poderão traduzir-se num investimento para o país em torno dos 1300 milhões de euros.

A EDP Renováveis viu a produção dos seus parques eólicos, que se encontram espalhados por dez países, aumentar 4%, para 14994 gigawatts por hora (GWh), no final do terceiro trimestre comparativamente ao período homólogo do ano anterior, segundo o Económico.

A maior contribuição veio do mercado da América do Norte. Os EUA e o Canadá foram responsáveis por 7638 GWh. Mais 4% do que em Setembro de 2014. Em segundo lugar surge a Europa, com 7201 GWh, região que, no entanto, apresenta um crescimento de 5%, ligeiramente superior ao do outro lado do Atlântico.

À margem desta performance situa-se Portugal e Espanha, ambas com uma evolução negativa da produção de eletricidade de origem eólica. Menos 1% e 4%, respetivamente. No Brasil, a queda foi de 10%.

Outro dos indicadores de referência da atividade é o fator de utilização dos parques eólicos, o qual se situou em 28%, refletindo o menor recurso eólico do primeiro semestre e mitigado por um reforço na Europa e na América do Norte. Com uma capacidade instalada de 9200 megawatts (MW), o grupo liderado por Manso Neto continua a centrar a maioria dos seus ativos, 54%, em solo europeu. Portugal representa hoje apenas 13% do seu portefólio. A outra grande aposta é os EUA, com 45%, cabendo ao Brasil uma fatia de 1%.

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