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Embaixador visita Cidade Europeia do Vinho

Indonésia à espera do Alentejo

São duzentos milhões de habitantes representam um mercado onde os produtos e serviços portugueses são completamente desconhecidos. Iminentemente agrícola, a Indonésia, à semelhança de outros Estados asiáticos, despertou e está ávida de novas infraestruturas industriais e logísticas que sustentem o verdadeiro ‘boom’ de desenvolvimento que aconteceu na última década.

Autor :Bruno Calado Silva

Fonte: Redacção D.S.

12 Novembro 2015

São duzentos milhões de habitantes representam um mercado onde os produtos e serviços portugueses são completamente desconhecidos. Iminentemente agrícola, a Indonésia, à semelhança de outros Estados asiáticos, despertou e está ávida de novas infraestruturas industriais e logísticas que sustentem o verdadeiro ‘boom’ de desenvolvimento que aconteceu na última década. Dentro do G-20, trata-se da segunda economia mais rápida a crescer, logo a seguir à China – mais de 5 por cento em 2014.
Mais do que apresentar números, o embaixador acreditado em Portugal, Mulya Wirana, veio esta segunda-feira ao Alentejo propor que portugueses e indonésios comecem por se conhecer melhor antes de encetarem relações comercias mais expressivas. Numa primeira paragem na Universidade de Évora, Wirana anunciou aos alunos da Escola de Ciências Sociais a abertura de uma bolsa escolar para aqueles que queiram estudar e conhecer melhor a cultura indonésia numa das universidades daquele país. “Não pode haver cooperação económica sem um mínimo de conhecimento do nosso país em áreas como a cultura, as artes, a educação e religião” vincou o diplomata durante a palestra.
Reguengos de Monsaraz, este ano Cidade Europeia do Vinho, é potencial exportadora para um mercado dominado por vinhos australianos e chilenos. Mas para isso, tem que beneficiar do auxílio dos canais diplomáticos, à semelhança do que aconteceu com outros países. “Temos tido claramente o objetivo de trazer os canais diplomáticos e consulares a Reguengos. Neste caso, trata-se de um país de grande dimensão onde existem polos importantes de consumo de vinho e azeite e a visita do embaixador da indonésia aos nossos produtores, reveste-se da maior importância”, sublinhou o presidente da Câmara Municipal, José Calixto.
Para a Carmim, a maior cooperativa produtora de vinho e azeite do concelho “este tipo de iniciativas são de extrema importância porque, a nível internacional, e apesar da sua notoriedade e genuinidade, os vinhos e azeites portugueses são pouco conhecidos. Especialmente, em países onde os produtos do chamado Novo Mundo já proliferam. Neste caso, esta visita pode ser o início de um caminho que queremos trilhar”, assegurou Rodrigo Caeiro em representação da Carmim.
A visita Mulya Wirana terminou na Herdade do Esporão, detentora da maior vinha contínua da Europa.

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