Diario do Sul
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Apesar da região alcançar apenas 89,4 pontos

Cinco municípios alentejanos superam a média do poder de compra

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção D.S.

12 Novembro 2015

Por esta ordem. Sines, Évora, Beja, Portalegre e Castro Verde. Eis os cinco municípios alentejanos que se distinguem no recente estudo exibido pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre o indicador do poder de compra dos portugueses, relativo a 2013. O valor de referência para o nosso país são os cem pontos. Já a soma dos três distritos atinge um resultado bastante modesto.

Sines surge mesmo em claro destaque a nível nacional ao atingir a sétima posição do ranking, com 128 pontos, ficando apenas atrás de Lisboa (207,9), Oeiras (180,7), Porto (169,8), Faro (132,3), Coimbra (130,3) e São João da Madeira (130,1). Évora vem mais atrás, mas alcançou os 111,2, enquanto Beja atingiu 104, Portalegre chegou aos 103,6 e Castro Verde aos 101,9.

Porém, mesmo nos municípios que revelaram maior poder de compra na região, apenas Castro Verde e Portalegre inverteram a tendência de queda comparando com 2011, quando Sines se tinha fixado nos 136,9, Évora (112,47) e Beja (105,5). Dois anos antes Castro Verde tinha-se ficado pelos 98,76 e Portalegre pelos 102.

Em oposição, aqueles municípios em que o indicador do poder de compra é mais baixo no Alentejo são Portel (63,5), Alandroal (63,7), Barrancos (65,5), Alvito (66,6) e Marvão (66,9).

Já a média do poder de compra somando os três distritos alentejanos é dos mais baixos do país, com 89,43, mas a região é das poucas que registam um aumento, já que em 2011 se tinha ficado pelos 87,99. Contudo, é preciso não perder de vista que os 12 municípios ribatejanos também entram nesta contabilidade regional, onde Azambuja chega aos 110 pontos e Santarém aos 101.

Assim sendo, e agora por sub-regiões, o Alentejo Litoral assistiu a uma redução, entre 2011 e 2013, de 92,8 para 91,5, enquanto o Baixo Alentejo desceu de 81,1 para 84,5. Já, em sentido inverso, o Alentejo Central subiu de 89,8 para 91,3 o Alto Alentejo cresceu de 81,6 para 85,3. A Lezíria do Tejo regista uma média de poder de compra de 91,6, depois dos 91,2 de 2011.

A importância das
“águas profundas”

Sines não surge no “top” da lista por acaso. Nem surpreende a conclusão do estudo do INE. Há alguns anos que Sines se vem afirmando como sendo um concelho de “grande potencial”, tirando partido do seu porto de águas profundas. O economista António Silvestre afirma mesmo que o marasmo a que esta zona do país esteve sujeita “já é coisa do passado”, depois da região ter começado a acompanhar a evolução do país, logrando resistir melhor às várias crises. Aliás, insiste, “o Porto de Sines é, inclusivamente, a maior prova do sucesso que vale a aposta no mar, com a criação de plataformas de apoio. Sines está só a aproveitar os seus recursos endógenos, que são muito ricos”.

Recorde-se que o concelho sofreu uma revolução profunda nos anos 70, passando de um concelho de atividade económica primária, baseada, principalmente, na pesca e na agricultura incipiente, para uma sociedade urbana concentrada na cidade e qualificada. Alicerçada no desenvolvimento dos complexos industriais e portuários.

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