Diario do Sul
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Natural de Mértola

Alentejano que morreu nos atentados era taxista e estava a trabalhar

s cerca de 320 habitantes da aldeia de Corte do Pinto (Mértola) estão de luto pela morte de um filho da terra. Todos conheciam Manuel Colaço Dias, o emigrante português que morreu nos atentados de sexta-feira à noite à Paris.

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção D.S.

17 Novembro 2015

Era taxista, tinha 63 anos e estava em trabalho junto ao Stade de France, onde tinha acabado de levar três pessoas que iam assistir ao jogo entre as seleções de França e Alemanha.

A sua identidade foi confirmada horas após o ataque. “Foi encontrada a carrinha que conduzia e só bastante mais tarde, já de manhã, é que conseguimos confirmar quem era “, avançou o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, enquanto também o presidente da Câmara de Mértola, Jorge Rosa, lamentou a perda desta vida, considerando tratar-se de um “dia muito triste para a terra”.

Este alentejano que vivia há 30 anos em Paris foi uma das 129 vítimas mortais da série de seis ataques que sexta-feira fizeram mais de 350 feridos, deixando o mundo em estado de choque, sendo prontamente reclamados por um grupo que se autodenomina “Estado Islâmico” . “Esse ataque é só o começo da tempestade e um alerta para aqueles que quiserem meditar e tirar lições”, escreveram os extremistas.

Os ataques consistiriam no fuzilamento em massa, atentados suicidas, explosões e uso de reféns. Ao todo, ocorreram três explosões separadas e seis fuzilamentos em massa, incluindo bombardeios perto do Stade de France no subúrbio ao norte de Saint-Denis. O pior ataque teve lugar no célebre teatro Bataclan, onde os terroristas fuzilaram várias pessoas e fizeram reféns até ao início da madrugada de 14 de novembro.

De acordo com o Wall Street Journal, os ataques foram motivados pelo ISIS como uma “retaliação” para o papel da França na intervenção militar na Síria e no Iraque. Os ataques foram os mais mortais que ocorreram na França desde a Segunda Guerra Mundial e os também os mais mortais na União Europeia desde os atentados de 11 de março de 2004 em Madrid, na Espanha.

Os ataques aconteceram apenas um dia após outro ataque terrorista do ISIS em Beirute, no Líbano, que matou 43 pessoas, um dia após o assassinato de Jihadi John, um dos membros do ISIS,[ e 14 dias após a queda do voo Kogalymavia 9268, que matou 217 passageiros e sete membros da tripulação e sobre o qual a filial do ISIS no Sinai assumiu a responsabilidade. Antes do ataque, a França estava em alerta máximo desde o Massacre do Charlie Hebdo, em janeiro de 2015, que matou 17 pessoas, incluindo civis e policiais.

Entretanto, o cidadão belga Abdelhamid Abaaoud, de 27 anos, estará atualmente na Síria, e é suspeito de ter ordenado os atentados terroristas de sexta-feira, avançou ontem o The Guardian. O homem já estaria referenciado pelas autoridades como sendo perigoso.

Segundo o Libération, Abdelhamid Abaaoud estará ligado a Sid Ahmed Ghlam, estudante francês acusado de assassinato, tentativa de assassinato e terrorismo. Documentos encontrados na sua casa e informações conseguidas através do seu computador e do seu telemóvel levam a crer que este terá sido incentivado por Abdelhamid a cometer um ataque contra uma Igreja.

Abaaoud, que é considerado o cérebro da operação, está associado também a um ataque a um comboio de alta velocidade, que viajava entre Amesterdão e Paris, em agosto, e onde um outro terrorista, Ayoub El-Khazzani, terá começado um tiroteio tendo depois sido detido pelos passageiros.

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