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Diario do Sul
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Movimento Uè para todos organizou concentração de estudantes

Edifício do curso de Teatro “está prestes a ruir” no polo dos Leões

movimento Uè para todos organizou, na passada quarta-feira, no polo dos Leões da Universidade de Évora, uma ação de luta que consistiu na concentração dos estudantes em frente ao edifício de teatro para reivindicar a necessidade urgente em realizar obras neste espaço. Além destas reivindicações, os estudantes exigiram a redução dos preços do bar e o aumento do pessoal docente e não docente.

Maria Antónia Zacarias

23 Novembro 2015 | Fonte: Redacção D.S.

A reitoria esteve presente e falou com os estudantes, tendo dado garantias de que estes estudantes irão para outro local do polo para que possam ter aulas de forma mais condigna.

Cerca de 20 alunos do polo dos Leões afirmaram que os problemas agravam-se a cada ano que passa. “Em alguns casos agravaram-se as dificuldades que enfrentamos para permanecermos no ensino superior”, salientaram, criticando os sucessivos “desinvestimentos” no ensino público nacional que “têm levado não só a Universidade de Évora, mas o ensino superior na sua generalidade, a ter uma menor capacidade de oferta de aulas com condições dignas”. E dão exemplos: “Como é o caso do edifício do curso de teatro que funciona há vários anos em risco de ruir e com tetos de amianto, já para não falar dos edifícios que foram alvo de obras, mas onde já chove lá dentro”.

José Albuquerque faz parte do movimento Uè para todos e sublinhou que este polo da universidade “tem condições que, na sua generalidade, até parece serem boas, mas há ares condicionados que não funcionam, o bar que está concessionado tem preços escandalosos, a sala dos computadores não tem acesso à internet”.

Alunos queixam-se de falta de condições para ter aulas

Quanto ao edifício de teatro disse ser “o mais preocupante porque está em risco de ruir e tem tetos de amianto, faltam salas de aulas, mesas, computadores e há paredes a cair”. Acrescentou que a reitoria “diz que há técnicos a observar os edifícios permanentemente, mas acabaram de afirmar que não sabiam que uma parede de um átrio tinha caído a cerca de um metro de um aluno. Há certas coisas que não lhes interessam saber”.

Outros alunos do curso de teatro denunciaram a existência de vidros partidos nas salas “onde está muito frio, há pássaros mortos, dejetos dos animais, mas ninguém faz nada. Estamos aqui há quatro anos e o problema mantém-se”.

Reitora admitiu
que os estudantes sejam deslocados para outro espaço

Ana Costa Freitas, reitora da Universidade de Évora falou com os estudantes e declarou que “há questões que foram aqui colocadas e que nós não podemos saber no dia-a-dia, agora que o edifício não está em condições sabemos”. E prosseguiu: “Tanto que sabemos que quando entrei na reitoria, há um ano e meio, que está tudo preparado para o edifício ser candidatado ao Programa Operacional Regional assim que abrir concurso para isso”.

A mesma responsável contou que falou, várias vezes, com os docentes sobre as condições que têm “e eles têm sempre dito que, apesar de tudo, querem recuperar as condições e não sair daqui, mas não há hipótese de recuperar este edifício em menos de um ano, um ano e meio”. Perante isto, a reitora assumiu que tem que averiguar sobre as salas que existem no polo dos Leões “e os alunos vão ter que sair daqui para outros espaços”.

Uma resposta que não satisfez os alunos que afirmam que “não existem salas nos outros edifícios” e, como tal, garantiram que vão continuar a manifestar-se “porque se não forem os estudantes a exigirem melhores condições, ninguém faz nada”.



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