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Diario do Sul
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Aposta de curto prazo

Turismo tem aumentado no Alto Alentejo mas ainda se procura melhor articulação

O alerta é deixado ao “Diário do Sul” pelo presidente da Comunidade Intermunicipal dos Municípios do Alto Alentejo (CIMAA).

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção D.S.

23 Novembro 2015

Nuno Mocinha admite que o setor turístico tem registado importantes avanços na região ao longo dos últimos anos, mas ainda falta afinar a articulação entre alguns dos principais centros de maior interesse, como Elvas, Évora, Cáceres, Mérida, Marvão e Alqueva.

“Falta ainda um olhar diferente por parte dos operadores turísticos, que é quem movimenta, efetivamente, as pessoas”, avança o também presidente da Câmara de Elvas, apontando que, até este momento, quem visita o Alto Alentejo fá-lo de “forma espontânea e não integrada, dentro das grandes rotas do turismo”, sublinha o edil, acrescentando que deverá ser esta a prioridade para tentar aumentar a procura no futuro, garantindo que a região tem elevado potencial para crescer na área.

“Há aqui um trabalho de casa, projetado pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo, já feito e que conduz ao nosso plano estratégico. Hoje sabemos o que queremos e temos vindo a fazer algumas coisas em termos de promoção”, diz Nuno Mocinha, para quem a “chegada” à região de pequenas unidades hoteleiras ilustra o crescimento do setor. “Se me perguntarem, por exemplo, se Elvas precisava de um hotel de cinco estrelas, claro que precisava. Mas as pequenas unidades também são importantes”, insiste, admitindo que os prémios que foram conquistados por agentes turísticos do Alto Alentejo traduzem a qualidade de oferta.

“Agora também é necessário pôr um conjunto de meios ao serviço disto e é por isso que temos um plano estratégico para as redes de cidades património mundial”, insiste, concordando que poderá estar no desenvolvimento turístico uma espécie de rampa de lançamento que ajude a projetar a região economicamente. Assim a administração central esteja atenta e disponível a colaborar.

“Nós não queremos discriminação positiva, mas antes um contributo positivo para crescermos”, refere, numa altura em que o Alentejo se posiciona como alternativa a quem procura qualidade de vida longe dos grande centros. “Nós vamos a Lisboa e vemos, sem querer ofender alguém, que as pessoas já vivem quase como formigas, sem qualidade de vida. É quando vêm para estes territórios que reencontram essa qualidade vida que perderam há uns anos. É isso que queremos pôr ao serviço das pessoas, para lhes darmos uma nova oportunidade”, explica Nuno Mocinha.

O autarca coloca no “caderno das intenções” um projeto dirigido à área social, contemplado a população mais idosa. “As nossas condições permitem-nos pensar que poderemos ter um pequeno cluster a funcionar nesta área, criando equipamentos que sejam de excelência para que os seniores possam passar aqui esse tempo, associados também à perspetiva do turismo que temos nas vertentes do património, cultura e natureza”, conclui o autarca.

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