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Representação alentejana quer inovar na Fehispor de 2016

Alentejo precisa de intensificar relações comerciais com a vizinha Extremadura

O vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, Jorge Pulido Valente, diz que chegou a hora de intensificar as relações comerciais entre os dois lados da raia, olhando para o Alentejo e a vizinha Extremadura. “Temos que rentabilizar as oportunidades de negócio, apostando no fortalecimento das relações comerciais. Há áreas muito importantes que podem ser desenvolvidas, como a agricultura, aeron&a

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção D.S.

25 Novembro 2015

Há áreas muito importantes que podem ser desenvolvidas, como a agricultura, aeronáutica e as atividades integradas na economia circular e economia verde”, disse ao “Diário do Sul” durante a 26ª Fehispor, a feira de Espanha e Portugal, que juntou 130 expositores nas instalações do IFEBA e mais de 30 mil visitantes.

E a CCDR Alentejo promete fazer o trabalho de casa já para a próxima edição do certame. Este ano levou consigo vários agentes, onde estava, por exemplo, a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, além do Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo (PCTA), as associações empresariais e municípios, mas há outra ideia rumo a 2016 para reforçar a representação portuguesa em Badajoz.

“A cooperação institucional é importante, mas não chega. Temos aqui uma feira comercial que devemos aproveitar e onde as empresas terão um papel fundamental, pelo que vamos procurar que as entidades institucionais que nos acompanham possam trazer, pelos menos, três empresas do seu setor”, avançou Pulido Valente, ressalvando que a estratégia não visa o detrimento da representação institucional, “mas antes o reforço da representação empresarial”.

O mesmo dirigente admite ter existido até aqui alguma falta de estratégia do lado português, embora defenda que “com muito trabalho” será possível colher frutos. “Primeiro temos que definir essa estratégia internamente e depois, com os organismos que temos no terreno, é tentar aplicá-la e rentabilizar esse potencial”, insistiu.

Ao lado de Jorge Pulido Valente, estiveram Francisco Javier Fragoso, presidente da Câmara de Badajoz, Cristina Herrena, delegada do governo em Extremadura, Virginia Borrallo, vice-presidente da Diputación de Badajoz, Antonio Ruiz Romero, secretário-seral da Economia e Comércio e José María Solana, Conselheiro para a Feira Badajoz.

Entre os representantes portugueses estava Rui Pingo, do Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo, que marcou presença pelo segundo ano consecutivo, para acompanhar as empresas radicadas naquela infraestrutura . “O objetivo é divulgar as nossas atividades e o próprio parque, sabendo que a Extremadura surge com uma importância fundamental para o setor empresarial do Alentejo”, avançou.

Ainda assim, insistiu o mesmo responsável, “a nossa vinda aqui insere-se num programa mais vasto do Euroace, dinamizado pelas CCDR do Alentejo e Centro e Junta da Extremadura e vai no âmbito da realização de ações conjuntas, tendo capacidade de intervenção nos vários mercados”.

E como deve ser avaliado o mercado espanhol? “Só o facto de Badajoz ter 150 mil habitantes, que representa mais população do que cada distrito do Alentejo, explica a importância deste mercado para nós”, acrescentou Rui Pingo, alertando ainda para o protocolo entre o PCTA com o Parque de Ciência e Tecnologia da Extremadura - em Badajoz e Cáceres - com mais de 50 empresas estabelecidas, estando na calha um outro convénio com o parque da Andaluzia (em Sevilha) com enfoque na área da aeronáutica. “É um dos setores onde estamos a apostar muito”, concluiu.

Por seu lado, o presidente do Núcleo Empresarial da Região de Évora (NERE), Rui Espada, justificou a presença dos empresários alentejanos no certame com a necessidade de divulgarem “o bom trabalho que tem sido desenvolvido na associação ao nível internacional, bem como os produtos produzidos na região e que são diferenciadores”, referiu, dando prioridade à troca de conhecimentos entre os dois lados da raia. “Tenta-se criar sinergias para chegarmos a outros mercados”, disse.

A participação total na feira ocupou os dez mil metros quadrados de instalações disponíveis para o comércio, com mais de 130 empresas, um número semelhante ao ano passado, das quais 53% foram espanholas e 47% portuguesas.

Já as atividades relacionadas com o público em geral atraíram à feira mais de 30 mil visitantes, 30% portugueses. O aeromodelismo esteve em foco, segundo María José Solana, delegada da Feira Badajoz, que aludiu a uma área da exposição dedicada ao modelo simulador de avião para a exibição pública de drones. “Mais uma vez temos que agradecer a presença de tantos portugueses que voltaram a fazer ´sua´ esta feira”, disse , destacando ainda as reuniões de negócios destinadas a criar um ambiente atraente para todas as empresas lusas e extremenhas, onde todas as partes interessadas têm a oportunidade de interagir uns com os outros, resolver problemas, promover a cooperação empresarial e promover a internacionalização.

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