Diario do Sul
COMPETE 2020

I Encontro de Sistemas de Gestão de Resíduos do Alentejo

Região quer ser pioneira e melhorar qualidade ambiental

Melhorar as metas ambientais reveste-se de extrema importância e oportunidade, face aos desafios que estão colocados e à necessidade de alinhar estratégias e coordenar intervenções para aproveitamento integral das oportunidades financeiras que estão criadas. São estas as vontades e ambições dos colaboradores municipais, dirigentes dos sistemas de gestão de resíduos para o presente e futuro deste sub-setor do sistema ambiental

Autor :Maria Antónia Zacarias

Fonte: Redacção D.S.

27 Novembro 2015

Esta ideia foi reforçada pelo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA), Roberto Grilo que sublinhou a relevância a qualidade dos ecossistemas da região como elemento diferenciador no país.

O 1º Encontro de Sistemas de Gestão de Resíduos do Alentejo realizou-se na passada terça-feira, inserida no âmbito da VII Semana Europeia de Prevenção de Resíduos. A iniciativa foi organizada pela CCDRA e pelos Sistemas de Gestão de Resíduos do Alentejo, tendo Roberto Grilo salientado a importância desta primeira edição “por ser uma tentativa de harmonização de conhecimentos e procedimentos, bem como de disseminação de boas práticas entre os vários sistemas de resíduos”.

O mesmo responsável avançou que este evento assumiu um papel determinante para o que é o resultado global da região em termos do que são as metas ambientais a que esta se propõe. “A qualidade ambiental do Alentejo é um dos desígnios diferenciadores daquilo que é a identidade da região e que elegemos naquilo que é a nossa estratégia regional de especialização inteligente”, reforçou, acrescentando que “queremos melhorar ainda mais a excelência já existente”.

Roberto Grilo considerou ainda que este setor “tem uma grande alavancagem económica, com impactos no território. Como tal, queremos ser pioneiros nesta parceria com os sistemas de gestão de resíduos, pois entendemos ser muito estratégico para o crescimento verde, tendo em conta o seu elevado potencial de contribuir para o estabelecimento de uma economia circular, assente na eficiência de recursos”.

Sensibilização
para reciclagem
dos materiais

No que concerne aos objetivos centrais da economia circular, o dirigente defendeu que estes passam pela minimização da utilização de matérias-primas virgens, diminuição da produção de resíduos e pela reincorporação dos resíduos na economia através da reutilização e reciclagem, promovendo-se o fecho do ciclo de vida dos materiais e ai aumento da produtividade dos recursos.

“Na União Europeia prevê-se que a produtividade dos recursos, medida com base no Produto Interno Bruto gerado pelo consumo de matérias-primas, possa melhorar em 30 por cento até 2030. Este aumento da produtividade dos recursos permitia aumentar o produto interno bruto europeu em um por cento e criar dois milhões de novos postos de trabalho”, sustentou.

Roberto Grilo lembrou também o Plano Nacional de Gestão de Resíduos, aprovado em 2014, que adota metas ambiciosas fixadas para 2016, 2018 e 2020, no sentido de conferir maior sustentabilidade à economia portuguesa. E acrescentou que foi igualmente aprovado, o Plano Estratégico dos Resíduos Urbanos (PERSU 2020) que privilegia a eficiência e a visão dos resíduos urbanos como uma “fonte renovável de recursos”, definindo metas ambientais e de eficiência que “permitirão atingir níveis ambiciosos de reciclagem e reutilização de resíduos até 2020”.

O mesmo responsável avançou que o PERSU 2020 prevê ainda a eliminação progressiva da deposição de resíduos em aterro, com vista à erradicação mesmo até 2030.

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