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Texto de Abel Neves retrata sociedade atual

Cendrev com “Purgatório” no Teatro Garcia de Resende

António é um ex-engenheiro que decide abandonar a vida que levava até então e vai morar para uma antiga rulote de circo instalada na periferia de uma cidade. A sua filha, Vera, não se conforma com esta decisão do pai e tenta que ele volte para a sociedade com a qual ele se desiludiu.

Autor :Marina Pardal

Fonte: Redacção D.S.

27 Novembro 2015

Este é o ponto de partida para “Purgatório”, a nova peça do Centro Dramático de Évora (Cendrev) escrita por Abel Neves e que estreou no Teatro Garcia de Resende, pelas 21h30.

O espetáculo é dirigido por José Russo, que é também diretor do Cendrev, e conta com interpretações de Maria Marrafa e Rui Nuno. A peça tem cenografia e figurinos de Sérgio Vida, enquanto a sonoplastia é de João Bacelar. Já a iluminação está a cargo de António Rebocho, cabendo a Tomé Baixinho, Paulo Carocho e Tomé Antas a construção e maquinaria de cena.

De acordo com José Russo, “esta peça de teatro caracteriza-se por ser uma história simples e dos nossos dias”, destacando que “é a história de António, um homem que está cansado da vida e dos constrangimentos que esta sociedade, em que hoje vivemos, nos vai colocando”.

Acrescentou ainda que “o António decidiu refugiar-se nos arrabaldes de uma cidade e arranjou uma velha rulote de circo, montou uma hortinha e é aí que ele passa os seus dias”.

O diretor do Cendrev adiantou também que “a filha visita-o recorrentemente e não gosta que ele esteja naquela situação, por isso quer trazê-lo de volta para casa, mas ele não quer, porque voltar para casa é voltar para aquela sociedade que não o tratou bem”.

Segundo José Russo, “este texto foi escrito por Abel Neves propositadamente para o Cendrev”, lembrando que “este é um autor com o qual já trabalhámos noutras ocasiões”.

Referiu ainda que “temos o privilégio de contar com a colaboração de Abel Neves, que além de ter escrito o texto para o espetáculo, tem vindo também com alguma regularidade assistir aos ensaios”, considerando que “ter o autor ali ao lado é uma situação confortável para quem faz teatro, pois podemos acertar alguns pormenores e trocar opiniões”.

Relativamente a esta peça de teatro, José Russo sublinhou que “Purgatório aborda os conflitos geracionais e os sentimentos, é uma história comovente, mas também com momentos cómicos, tal como os ‘ingredientes’ que fazem parte da própria vida”.

Resumiu ainda que “é um olhar sobre a sociedade dos nossos dias”, constatando que “atualmente assiste-se, por parte das companhias de teatro, a uma abordagem mais frequente de autores contemporâneos precisamente porque há a necessidade de falar sobre o tempo presente”.

Depois da estreia, “Purgatório” vai continuar em cena no Teatro Garcia de Resende, até ao dia 19 de dezembro, de quarta-feira a sábado, às 21h30, e aos domingos, às 16 horas.

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