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29.º Aniversário da Classificação de Évora como Património Mundial

Autarquia reiterou o compromisso de revitalizar o centro histórico da cidade

O centro histórico de Évora comemorou, na passada quarta-feira, o seu 29º aniversário como Património Mundial da Humanidade, distinção atribuída à cidade alentejana pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) em 1986. Passadas quase três décadas, o presidente da Câmara Municipal afirmou que muita coisa mudou, sobretudo a forma como a popula&cc

Autor :Maria Antónia Zacarias

Fonte: Redacção D.S.

27 Novembro 2015

Contudo, ressalvou que para além da imperiosidade do edificado, há espaços públicos e o casario que não podem ser esquecidos. Revitalizar o coração de Évora, conseguindo recuperar os imóveis, atraindo moradores, proporcionando atividades nos espaços públicos são desafios que Carlos Pinto Sá lembrou que o executivo assumiu e que pretende cumprir.

O presidente do executivo recordou que Évora foi a segunda cidade portuguesa a ser reconhecida como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO e que esta distinção conferiu-lhe uma maior notoriedade em Portugal e no resto do mundo.

Passados 29 anos, Carlos Pinto Sá salientou que Évora mudou. “Houve uma mudança de mentalidades das pessoas, passaram a dar mais atenção ao património e àquilo que é a importância de ter um edificado com esta riqueza”, frisou e acrescentou que isso teve impactos em termos económicos e ao nível do turismo.

O mesmo responsável afirmou, no entanto, que pretende “que mude muito mais e que este centro histórico seja, agora, vivificado. Não podemos olhar só para o passado, mas também para o futuro. Revitalizar o centro histórico leva anos, mas já estamos a tomar medidas nesse sentido”. E anunciou: “Temos vindo a preparar com a Entidade Regional de Turismo do Alentejo/Ribatejo um produto turístico que tem a ver com a oferta de património mundial e que envolve Évora e Elvas. O objetivo é retomar essa capacidade de Évora aparecer entre as primeiras ao nível do Património da Humanidade”.

O executivo reiterou o compromisso deste mandato “de revalorizar Évora, dando particular atenção ao centro histórico, num programa integrado que olhe todas as valias deste espaço, sempre do ponto de vista global”.

Recuperar imóveis
e atrair moradores
são os principais desafios

Carlos Pinto Sá evidenciou que, ao longo destes dois anos de mandato, retomou uma estreita ligação com a UNESCO, no sentido de garantir que o plano de salvaguarda e que a zona especial de proteção possam responder às necessidades de Évora e do que a UNESCO precisa para cimentar esta cidade como Património da Humanidade.

Revitalizar significa, para a autarquia, “juntar o património edificado, o espaço público, a economia local, o turismo, a habitação – para que a população volte a viver no centro histórico procurando encontrar zonas de habitação social, mas também com a criação de uma residência para estudantes que é um projeto comum com a Universidade de Évora que poderá trazer 60 estudantes para este espaço – e a definição de um plano de mobilidade”.

No final da intervenção na sessão solene, o presidente da Câmara Municipal anunciou ainda que o ano de 2016 vai acontecer sob a égide dos 30 anos de Évora Património Mundial, reforçando a ideia de empenho e esforço no sentido do centro histórico recuperar e ajudar a projetar ainda mais a cidade de Évora.

Terminadas as intervenções do presidente da Assembleia Municipal, António Jara e do professor Paulo Simões Rodrigues (Universidade de Évora/CIDEHUS), a sessão prosseguiu com um concerto do “So In Jazz Trio”, composto por Helena Lourenço na voz, Domingos Galesio na guitarra e Carlos Menezes no contrabaixo.

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