Diario do Sul
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Empreendimento está projetado para o espaço junto às Portas de Avis

Câmara de Évora quer vender terrenos para construção do centro comercial

O executivo apresentou uma proposta de cedência dos terrenos municipais em propriedade plena ou em direito de superfície para a construção de um empreendimento comercial junto às Portas de Avis. Em declarações exclusivas ao “Diário do Sul”, o presidente da Câmara, Carlos Pinto Sá disse que a possibilidade de venda em propriedade plena é a prioridade.

Autor :Maria Antónia Zacarias

Fonte: Redacção D.S.

27 Novembro 2015

O autarca salientou, contudo, que esta decisão decorre dos planos de ordenamento, acrescentando que na proposta e caderno de encargos fornecidos a todos os vereadores está ainda um conjunto de condições que disse entender serem determinantes para a tomada de uma decisão sólida na próxima reunião de Câmara, agendada para dia 9 de dezembro.

Carlos Pinto Sá explicou que foi feita uma apresentação da proposta de decisão da Câmara sobre os terrenos junto às portas d’ Avis, “assente em todos os documentos necessários para o verdadeiro conhecimento da situação, para que possam ser ponderados e, se forem aprovados, virem a constituir-se como documentos oficiais”.

O presidente da Câmara de Évora considerou ser importante não tomar decisões imediatas “porque face ao impacto que esta matéria tem, entendemos que deve haver espaço para que os eleitos possam ler, pensar e, eventualmente, fazer propostas”. O edil avançou que, dentro de aproximadamente 15 dias, “estaremos em condições de encontrar a melhor solução e de forma consensualizada”, sendo que se for aprovada, o município está em condições para proceder à abertura do concurso público com vista à aquisição dos terrenos por parte dos interessados.

Carlos Pinto Sá salientou também que esta decisão de cedência dos terrenos assenta no relatório final do estudo de “Avaliação dos Impactos dos Centros Comerciais na Cidade de Évora”, de 2007, elaborado pelo Grupo de Estudos Cidade e Comércio da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (GECIC), sob coordenação da professora Teresa Barata Salgueiro.

Estudo de 2007 apontou para Évora
ter capacidade para acolher apenas
um empreendimento comercial

O estudo indicou que atendendo à oferta da cidade e ao potencial de consumo, atual e estimado para o futuro próximo, de acordo com os resultados do modelo testado, “a cidade de Évora tem potencial para acolher um empreendimento de influência regional, sem pôr em causa o desenvolvimento sustentável do tecido comercial do centro histórico”.

No relatório são apontados vários fatores que sustentam a viabilidade da implantação na cidade de Évora de um centro comercial regional, apesar do fraco potencial de consumo no concelho e na região envolvente, onde o empreendimento pode recrutar uma parte substancial da sua clientela. Entre eles destaca-se o facto de “não haver na região equipamentos desta natureza, levando os consumidores a procurar noutras cidades, designadamente Lisboa e Badajoz, a oferta que Évora não proporciona e a apetência dos consumidores por este formato comercial”.

O estudo mostrou ainda que aprovar “apenas um empreendimento significa, em grandes linhas estratégicas, reduzir conflitos na cidade e assegurar o desenvolvimento equilibrado do sistema comercial, que se deve alicerçar na diversidade de formatos comerciais, tipos de empresas, perfis de comerciantes e áreas de comércio, tendo como trave mestra um centro da cidade vivo, dinâmico e qualificado”.

Tendo em conta este diagnóstico, a autora do relatório considerou que “assume particular relevância a escolha do projeto que melhor serve os interesses da cidade”.

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