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Director-geral da empresa aeronáutica falou ao “Diário do Sul”

Lauak diz que crescer para Évora “é um passo muito importante”

Armando Gomes, director-geral da Lauak Portuguesa, empresa que vai construir uma nova fábrica em Évora com o objetivo de produzir peças em alumínio para aviões, justifica a aposta no Alentejo com o facto do mercado aeronáutico estar em “constante crescimento”.

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção D.S.

02 Dezembro 2015 | Publicado : 12:30 (27/11/2015) | Actualizado: 14:36 (02/12/2015)

Em declarações ao “Diário do Sul”, o mesmo responsável garante que hoje em dia a capacidade instalada em Portugal não consegue responder às encomendas, sendo “urgente” reforçar a mão-de-obra com pelo menos mais 500 pessoas distribuídas pela Lauak, Mecachrome Aeronáutica (que também se irá instalar em Évora) e Embraer.

“Prevejo que a Lauak vá crescer para dobro nos próximos três anos”, revela Armando Gomes, representante do grupo francês detentor de uma fábrica de componentes para a indústria aeronáutica em Setúbal. Por aqui trabalham 350 pessoas na produção de componentes para a Airbus e Embraer, mas a formação está avançar no sentido de garantir em breve outros 150 postos de trabalho.

“A nossa aposta em Évora surge porque Portugal tem que ter um cluster aeronáutico e nós temos que beneficiar dele. É o cluster que vai permitir baixar os custos de produção e trazer outras empresas que vão trabalhar na logística, vendendo material dentro do setor e na mesma região”, sublinha, anunciando para Évora a criação de um “centro de excelência de máquinas” que deverá ficar operacional em 2017.

“Vamos continuar por Setúbal, ao contrário da Mecachrome que se irá instalar mesmo no Alentejo mas esta possibilidade de crescer para Évora, onde existem condições ótimas para desenvolver a aeronáutica, é um passo muito importante para o futuro da Lauak”, sublinhou.

Recorde-se que o projeto do grupo Mecachrome, com origem em França, foi oficialmente apresentado em Évora, contemplando um investimento de 30 milhões de euros, incluindo “a construção da fábrica e a aquisição de máquinas. O projeto vai ser implantado no Parque de Indústria Aeronáutica de Évora, num terreno de 50 mil metros quadrados, com a autorização de construção a abranger 25 mil metros quadrados.

Já o projeto da Lauak ainda está no início, encontrando-se o plano de negócios em fase de consolidação, bem como as tipologias das máquinas que vão ser adquiridas. A futura unidade vai ocupar um lote de cerca de 20 mil metros quadrados, no Parque da Indústria Aeronáutica de Évora, onde já funcionam duas fábricas da brasileira Embraer.

“Já temos prevista uma reunião com o centro de formação de Évora, que vai juntar também a Embraer e a Mecachrome Aeronáutica para definirmos o tipo de formação que vai ser necessária. Algumas pessoas irão aprender para França para se complementar a formação dada cá”, revela ainda Armando Gomes, sustentando que a aeronáutica surge hoje com “grande potencial”, encontrando-se em “plena expansão”. Um fenómeno transversal a todas as empresas que trabalham no ramo, perante a elevada quantidade de encomendas que têm chegado e que permitem pensar num crescimento dos negócios entre os 40 a 50% a três anos.

Recorde-se que no Parque de Indústria Aeronáutica de Évora funcionam já duas fábricas da construtora aeronáutica brasileira Embraer (uma de estruturas metálicas e outra de materiais compósitos) e encontra-se em fase de instalação uma unidade fabril da empresa Air Olesa, igualmente para fabrico de componentes para a aeronáutica.

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