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Produtos endógenos atraíram muitos visitantes até ontem ao Alentejo

Certame voltou a fazer de Portel “a capital nacional do montado”

O potencial ambiental, agrícola, industrial, económico e turístico esteve, uma vez mais, em destaque na XVI Feira do Montado que foi inaugurada na passada quinta-feira e que terminou ontem em Portel.

Autor :Maria Antónia Zacarias

Fonte: Redacção D.S.

30 Novembro 2015

Um território, cuja paisagem é marcada por uma extensa, senão uma das maiores manchas de montado de sobro e azinho da Península Ibérica, quis mostrar as potencialidades existentes e que estão associadas a este ecossistema e conseguiu-o. De acordo com o presidente da Câmara Municipal, José Manuel Grilo, foram muitos os visitantes que escolheram o concelho para passear e foi, novamente, um ponto de encontro de todos os portelenses que “não esquecem as suas raízes”.

O autarca afirmou que “ninguém fala de Portel sem a ele associar o montado e a nossa feira”. José Manuel Grilo disse ter consciência de que os tempos “não são fáceis”, mas voltou a justificar a importância da realização do certame: “É preciso perceber a mancha de montado que o concelho tem, a excelência dos produtos inerentes e o impacto que estes têm na nossa economia. Logo temos que nos manter fiéis ao evento que, uma vez mais, foi bem-sucedido”.

Para o presidente da Câmara Municipal, o facto de o executivo manter as características e o bom nível de edição para edição “são decisivos para o sucesso da nossa feira”. Segundo o mesmo responsável, o certame contribuiu novamente para o desenvolvimento do concelho de Portel porque “em Portel, o montado tem vida económica, mas também cultural e ambiental”.

José Manuel Grilo salientou também que a feira acaba por ser “o local de reunião de muitos portelenses que tiram férias, nesta altura do ano, bem como de muitos outros alentejanos que, de norte a sul do país, nos visitam e onde se sentem bem”. E acrescentou: “Em todas as edições temos o cuidado de tirar o máximo proveito das valias e das iniciativas locais, valorizando as nossas tradições como o cante, a gastronomia (enchidos, mel, queijos, doçaria), a cortiça, a caça, o artesanato e o desporto que é praticado pelos jovens das nossas escolas”.

Reflexões sobre
a sustentabilidade
do ecossistema fazem
a diferença

O autarca sublinhou ainda a necessidade de continuar a despertar a atenção para o problema do montado e a sua sustentabilidade, daí sublinhar o peso que é dado à componente científica, de investigação e transferência de conhecimento que esta feira do montado sempre envolveu. “Aqui nos encontros temáticos e jornadas ibéricas são abordados os mais diferentes aspetos da valorização do montado e do seu alto valor como ecossistema”, referiu, adiantando que esse é um fator diferenciador e que “faz com que este evento não se destine só à vertente comercial e lúdica, mas também à vertente de especialização e reflexão sobre esta mais-valia que temos no nosso território”.

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