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NERE inaugurou sexta-feira novo Centro de Negócios do Alentejo

Espaço conta com 29 empresas e mais de 50 postos de trabalhos criados

O novo Centro de Negócios do Alentejo, após um ano de remodelações no edifício do Núcleo Empresarial da Região de Évora (NERE), aloja 29 empresas em incubação física, 18 empresas em incubação virtual e criou 55 postos de trabalho. Após um investimento de cerca de 690 mil euros, comparticipado por fundos comunitários, este espaço pretende ser diferenciador, de cooperação e de negocia&

Autor :Maria Antónia Zacarias

Fonte: Redacção D.S.

02 Dezembro 2015 | Publicado : 14:45 (02/12/2015) | Actualizado: 18:37 (02/12/2015)

O mesmo dirigente afirmou que os empresários já mereciam uma associação empresarial que se quer assumir como um espaço de estímulo à inovação, ao empreendedorismo e à criatividade, contribuindo para a economia regional e nacional.

O equipamento resulta da remodelação das instalações do NERE, no Parque Industrial e Tecnológico de Évora, tendo dois terços do edifício sido intervencionados nesta primeira fase. Agora inaugurado, o espaço disponibiliza 37 módulos, com áreas que variam entre os 35 e os 45 metros quadrados, que as empresas podem alugar, beneficiando ainda da partilha de serviços de apoio.

Uma das novidades é uma sala para “coworking” e dois espaços maiores disponíveis para serem utilizados por mini-indústrias, para desenvolvimento de protótipos ou de outros produtos para a área aeronáutica.

O presidente do NERE, Rui Espada disse estar satisfeito com a requalificação de um espaço que “fica aproveitado e ao serviço dos nossos empresários. Penso que é bastante gratificante quer para o NERE, quer para os empresários termos um local onde se sintam bem”.

Neste momento, esta associação empresarial tem 29 empresas, com cerca de 50 postos de trabalho criados, os quais, “no início do próximo ano, devem aumentar para cerca de 70 pessoas com a implantação de mais quatro empresas”, revelou Rui Espada. E acrescentou: “Os nossos objetivos estão concretizados e o que queremos continuar é a prestar apoio a todos os empresários da região”.

De acordo com o mesmo responsável, algumas das empresas já funcionavam há algum tempo nas instalações do NERE, “mas outras são novas e ‘start-ups’ na área da inovação, consultoria, tecnologia, indústrias criativas e culturais, informática e comunicação”.

Para Rui Espada, uma das grandes valias deste centro de negócios é o facto do empresário sentir que entra numa associação e tem tudo ao seu dispor no mesmo local, sem precisar de ir bater a várias portas para criar a sua empresa. “Aqui, pode começar a sua atividade e ter acesso a toda a informação e a apoio no desenvolvimento da empresa e dos seus produtos, bem como interagir com os seus pares no sentido de melhorar os seus negócios, havendo uma complementaridade e interajuda “, sublinhou.

Quanto ao futuro, o mesmo dirigente adiantou que o terço que falta da requalificação vai ser feito numa segunda fase que “deverá também ser candidatada a fundos comunitários”, sustentou.

Presidente da Câmara
pensa que há ainda mais para crescer nesta área

A nova infraestrutura faz parte do Sistema Regional de Transferência de Tecnologia (SRTT), no qual estão igualmente integrados o Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo (PCTA) e a EvoraTech - Incubadora de Empresas de Base Tecnológica de Évora, tal como fez questão de salientar o presidente da Câmara Municipal de Évora.

Carlos Pinto Sá afirmou que “quando há dois anos atrás não havia nenhuma incubadora e começámos a falar na necessidade de concluir e pôr a funcionar a incubadora municipal, que é agora a ÉvoraTech e que o NERE deveria ter um centro de negócios, a ANJE ter também a sua incubadora e o PCTA avançar com o edifício para a primeira fase do seu projeto, muitos disseram-nos que era um perfeito disparate”.

Contudo, o autarca lembrou que o executivo sempre acreditou que seria possível. “Pela análise que tínhamos feito, concluímos que havia espaço para que Évora pudesse ser procurada por muitas empresas, criando ao mesmo tempo dinâmicas para ir à procura se quisesse investir em Évora e os resultados estão à vista”, sustentou.

A seu ver, é de grande importância para Évora e para o Alentejo todos estes espaços “porque estamos a falar de um conjunto de empresas que hão-de dar um grande contributo para a dinâmica económica e para a criação de postos de trabalho”, considerando ser possível continuar a crescer nesta área.

Inauguração contou com
exposição de beneficiência

A inauguração incluiu para além de uma visita às instalações e à exposição de beneficência “CAMINHANDO”, da artista plástica Felippa Lobato, uma conferência sobre estratégia, internacionalização e ética com António Sousa, professor do Departamento de Gestão da Universidade de Évora, David Lopes, diretor geral da Fundação Francisco Manuel dos Santos e Vítor Barbosa, administrador executivo da Ibera.

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