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Promotores já podem apresentar propostas para a Porta de Avis

Câmara de Évora aprovou venda de terrenos para construção de centro comercial

Foi aprovada por unanimidade a proposta de cedência dos terrenos municipais em propriedade plena ou em direito de superfície para a construção de um empreendimento comercial junto às Portas de Avis.

Autor :Maria Antónia Zacarias

Fonte: Redacção D.S.

10 Dezembro 2015

A reunião pública da Câmara Municipal decorreu, ontem, tendo os vereadores do executivo e da oposição considerado pertinente a construção de um equipamento comercial que faça a ligação com o centro histórico da cidade. O objetivo é, de acordo com a autarquia, promover maior dinâmica neste espaço e contribuir para um maior desenvolvimento económico.

Carlos Pinto Sá, presidente da Câmara Municipal de Évora afirmou que, embora este seja um espaço que tem as condicionantes conhecidas, visto estar perto de edificado histórico, garantiu que este será respeitado. “A Câmara propõe fazer a venda sob concurso público, dando prioridade à venda em propriedade plena porque permite um encaixe mais rápido de dinheiro para o município, mas também para que o promotor na execução do seu empreendimento se sinta mais à vontade relativamente às negociações que venha a fazer no setor financeiro”, justificou.

A ideia é que os promotores façam uma proposta ao município, havendo posteriormente um período de 90 dias úteis onde apresentarão os projetos para discutir com a autarquia no sentido de escolher o que melhor serve os interesses da Câmara de Évora, mas também dos próprios investidores.

O autarca exemplificou que o enquadramento dos terrenos é uma mais-valia para o próprio promotor e, por isso, solicitou que sejam feitos pré-projetos compatíveis com o património. “Há um conjunto de salvaguardas relativamente à muralha, ao forte e ao aqueduto que iremos respeitar”, afiançou. E alertou ainda: “Os impactos na rede viária têm que ser igualmente estudados e minimizados”.

Carlos Pinto Sá reiterou que o executivo considera como fundamental que o empreendimento “faça a melhor ligação possível com o centro histórico e possa, aliás, ser um contributo para que o impacto seja mais produtivo do que negativo”. E acrescentou: “Esta opção é entendida como a que o impacto negativo sobre o centro histórico é menor, pois outras opções têm impactos negativos brutais porque criarão uma outra centralidade e sem ligação ao centro da cidade”.

A oposição também se mostrou favorável à venda dos terrenos para a construção de um centro comercial, tendo a vereadora do PS, Cláudia Sousa Pereira, salientando que esta decisão “vai ao encontro dos anseios da maioria dos seus munícipes. Reconhecemos a importância do património, mas pensamos que as heranças não servem para contrariar a modernidade”.

Também o vereador social-democrata, Paulo Jaleco justificou a sua decisão positiva, salvaguardando o uso exclusivo dos terrenos para fins comerciais e salientou “a importância da ligação com o centro histórico como forma de gerar valor económico”.

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