Diario do Sul
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Évora Solidária, Cidade Viva

“É desta animação que o nosso comércio precisa”

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção D.S.

17 Dezembro 2015

Em tempo de balanço, a vice-presidente da Associação Comercial do Distrito de Évora, Mónica Filipe, não tem dúvidas: A iniciativa “Évora Solidária, Cidade Viva”, que teve lugar no sábado, foi “importantíssima” para os lojistas da cidade. “Correu muito bem, promoveu os produtos. Assistimos a muita alegria durante todo o dia e vimos como as pessoas estavam felizes e até surpreendidas com o que se foi passando no centro da cidade”, sublinhou Mónica Filipe, resumindo que “é mesmo desta animação que o nosso comércio precisa”.

Enquanto o cante alentejano desfilava pelas ruas, não faltava quem mostrasse ao vivo, em plena Praça do Giraldo, como se fazem os chocalhos que recentemente mereceram a classificação de Património Cultural Imaterial com Necessidade de Salvaguarda Urgente.

Aliás, foi um dia sui generis em que o Centro Histórico eborense reuniu três ilustres classificados da UNESCO. Chocalhos, Cante Alentejano e o próprio Centro Histórico. À “boleia” do “Évora Solidária, Cidade Viva” promovido pelo Diário do Sul, na sua vertente PME Social, em parceria com a Por-o-Alentejo, a que se juntou o apoio da Câmara de Évora e da Associação Comercial do Distrito, além da Fundação Alentejo e Instituto de Emprego e Formação Profissional.

O Centro Histórico
precisa de dinâmica

E agora, vai uma voltinha de segway? Vai pois. Bastava passar pelo espaço da empresa Top Emotions - Atividades Turísticas e Eventos, que o empresário José Miguel Mira dava uma ajuda aos menos experientes. Valeu a pena? “Claro que valeu. Tudo o que seja para promover a cidade de Évora vale sempre a pena e podem convidar-me sempre que eu apareço sempre”, dizia ao “Diário do Sul”, sugerindo mais atividades do género, já que, justificou, “nem sempre a cidade tem a dinâmica que devia ter e que as pessoas que nos visitam procuram”.

E Miguel Breyner, diretor do Évora Hotel - onde as figuras públicas ficaram alojadas – não podia estar mais de acordo com esta opinião. “Precisamos, de facto, de fomentar o dinamismo, porque o comércio de Évora é um ícone da cidade. Acontece que, muitas vezes, nós recomendamos uma visita à cidade aos nossos clientes e percebemos que, quando regressam ao hotel, demonstram alguma desilusão. Queixam-se que encontraram lojas fechadas em horários em que deveriam de estar abertas”, alerta o mesmo responsável, admitindo, também por isso, que é preciso dar prioridade à promoção da cidade na vertente comercial.

Importância de estar
ativos no mercado

Já quando é de gastronomia que se fala, entra em cena Vítor Costa, do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), que elogiou a recetividade à degustação realizada. “Estas coisas, têm sempre os seus custos, mas valem a pena, devido à adesão que conquistam”, dizia, enquanto a empresa Tiago Cabaço apresentava os seus vinhos em sintonia com a causa solidária. “Estes eventos, virados para as questões sociais mas também comerciais, são uma mais-valia para a promoção dos produtos. Nós não nos podemos esconder se queremos estar ativos no mercado”, sublinhava o empresário.

Já a Escola Profissional da Região Alentejo (Epral) criou um espaço onde foi mostrando um pouco do que se faz naquele estabelecimento de ensino, dando lugar à educação de infância, onde recebeu pais e avós com os seus respetivos filhos e netos. “Podiam, inclusivamente, ir passear e deixar aqui as crianças”, referia João Lázaro, representante da Epral, destacando que vários jovens de Marketing e Organização de Eventos da escola se voluntariaram “para ajudar nesta iniciativa que teve muito sucesso e que despertou o interesse das pessoas. Penso que se contribuiu para dinamizar a cidade”, concluiu.

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