Diario do Sul
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Comparando 2014 e 2015

Alentejo lamentou mais 13 mortes na estrada

Eis dois fatores que podem explicar o aumento de acidentes graves nas estradas da região em 2015: Mau estado das vias e condições climatéricas adversas.

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção D.S.

08 Janeiro 2016

O número de mortes subiu significativamente face a 2014, registando um crescimento de 43 para 56 vítimas, segundo os dados agora divulgados pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR). Ou seja, mais 13 pessoas perderam a vida no último ano entre os três distritos, comparando com o ano anterior, tendo sido Beja aquele que assistiu a mais tragédias na estrada, coincidindo com uma das zonas da região onde as vias se encontram em pior estado.

Um total de 1992 acidentes – mais 33 do que em 2014 e mais 79 do que em 2013 – resultaram em 35 mortos, depois das 20 vítimas do ano passado e das 29 do ano anterior. Em relação a feridos graves, o distrito registou um decréscimo de 105 para 94, enquanto em 2013 se ficou pelos 67.

Porém, a taxa de sinistralidade no Baixo Alentejo já tinha dado “alerta vermelho” logo nos primeiros quatro meses do ano, quando as estradas da região já tinham provocado 12 mortos, o que representava mais quatro face a igual período do ano passado e mais um do que em 2013. Segundo as estatísticas da ANSR, que reúne dados da PSP e da GNR, estas 12 mortes nas vias do Baixo Alentejo, já “empurravam” o distrito de Beja para um dos casos mais problemáticos do país. Um ano antes, em período homólogo, a região contabilizava quatro mortes nos primeiros quatro meses e três em 2013.

O distrito de Portalegre também exibiu um aumento do número de mortes, comparando os dois últimos anos (subindo de oito para dez) apesar dos acidentes terem diminuído de 1150 para 1095. Os feridos graves viriam a aumentar de 69 para 76. Ainda assim, os valores ficaram abaixo dos registados em 2013, quando se lamentaram 18 mortes em menor número de acidentes (1022) e de feridos graves (53).

Já Évora foi o único distrito que conseguiu baixar o registo mortal dos últimos anos. 11 mortes em 2015, 15 em 2014 e 21 em 2013. Contudo, o ano passado representou um aumento de sinistros, subindo de 1475 para 1487, embora em 2013 tivessem sido participados 1527 acidentes. Quanto aos feridos graves registou-se uma subida significativa, de 41 para 69, chegando ao mesmo valor de 2013,um ano que traduziu um elevado aumento face a 2012, quando a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária chegou a fazer referência aos distritos da região alentejana como um dos exemplos mais positivos do ano, perante um decréscimo da sinistralidade para níveis inferiores aos dos anos 60, levando em conta o número de viaturas em circulação nas nossas estradas.

A tendência mantém-se relativamente aos locais mais atingidos pela sinistralidade, sendo que a maioria dos acidentes acontece em retas, com embates ocorridos devido a despistes, enquanto uma significa percentagem os sinistros tiveram origem no excesso de velocidade, embora os dados oficiais permitam concluir que os automobilistas estão mais cautelosos à hora de carregar no acelerador.

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