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Diogo Pestana de Vasconcelos, presidente da AJASUL

“A chuva é importante, mas precisamos também dela na primavera para um ano agrícola favorável”

Se os meses de novembro e de dezembro foram os mais secos dos últimos 83 anos e se a precipitação que está prevista para os três primeiros meses deste ano de 2016 poderá ser superior à média registada nos últimos 30 anos.

Roberto Dores

08 Janeiro 2016 | Fonte: Redacção D.S.

São suposições que, para o presidente da Associação de Jovens Agricultores do Sul (AJASUL), Diogo Pestana de Vasconcelos, não passam disso. Em seu entender, o importante é que efetivamente chova, não só neste início de ano, mas também em abril e maio, para que os solos recuperem e “possamos ter um ano agrícola melhor”.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) já anunciou que é esperada mais chuva para os próximos meses do que o habitualmente registado nas últimas décadas. A previsão sazonal engloba os meses de janeiro, fevereiro e março.

Embora não seja possível ao IPMA avançar com o período concreto em que os índices de precipitação serão superiores, o balanço geral dos três meses indica que deverá chover mais do que o habitual. Apesar de serem previsões, caso se concretizem pode constituir o fim do período de seca que no mês de novembro e dezembro assolou mais de metade do território nacional, inclusivamente no Alentejo.

Diogo Pestana de Vasconcelos, presidente da Associação de Jovens Agricultores do Sul salientou que os prejuízos causados pela falta de água do ano passado estão cá. “Eles fazem-se sentir ainda ao nível da quebra da produção de alimentos, no facto de termos que alimentar os animais durante mais tempo com fenos e palhas que subiram de preço”, contou. E acrescentou: “O tamanho, o peso e a composição corporal dos animais são outras das consequências de existência de seca”.

O mesmo responsável lembrou que “estamos numa região maioritariamente de produção de gado, de regime sequeiro extensivo”, logo estas condicionantes levou a perdas elevadas de rendimento para os agricultores.

Precipitação tem de encher barragens
e devolver água aos solos

A juntar a isso, Diogo Pestana de Vasconcelos sublinhou que, em novembro não choveu, em dezembro pouco choveu e começou a chover, agora, no início deste ano, “o que é muito importante porque está a devolver água ao solo, isto é, o solo está a ficar com água”. Não obstante, o dirigente considerou que a chuva é necessária durante todo o ano, “sobretudo Março, Abril, Maio para assegurar um ano normal em termos de produção de alimentos e de produção de pastagens”.

O dirigente afirmou que deseja que a chuva tem que encher barragens e os lençóis freáticos. “Tudo tem que ser reposto e ainda falta muita água para que isso aconteça. Mas esta água que está a cair é uma maravilha”, reiterou.

O presidente da AJASUL evidenciou que espera que as previsões se concretizem, que chova também durante a primavera para que “não tenhamos que voltar a viver os mesmos problemas do último ano”.

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