Diario do Sul
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2015 manteve curva ascendente

Turismo no Alentejo garantiu melhor ano de sempre

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção D.S.

08 Janeiro 2016

“Tem sido crescimento sobre crescimento todos os anos. E com a qualidade necessária que está a permitir alcançar o destino de excelência”. É desta forma que António Ceia da Silva, presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo, define aquele que foi o melhor ano turístico de sempre na região, atestado pelo aumento das dormidas e pela subida dos proveitos. O setor foi mesmo o que mais cresceu por cá nos últimos anos, incentivando o investimento privado.

Os números do Instituto Nacional de Estatística (INE) quantificam o êxito do turismo por “paragens” alentejanas. Os dados referentes ao período entre janeiro e setembro de 2015 dão conta de um milhão cento e oitenta e sete mil dormidas, o que traduz uma variação homóloga favorável de 12,1%. As dormidas de residentes aumentaram 12,5% face aos primeiros nove meses de 2014, enquanto as dormidas de não residentes também subiram um total de 11,3 pontos percentuais.

“Todos os indicadores estatísticos comprovam a subida que temos vindo a ter desde 2012, garantindo, consecutivamente, melhores anos turísticos”, refere António Ceia da Silva ao “Diário do Sul”, destacando ainda um aspeto que adjetiva de “inequívoco”, ao constatar como os investimentos no setor do turismo foram superiores a todos os outros setores radicados no Alentejo. “Mais de 50% dos financiamentos na área do sistema de incentivos foram para o turismo. São 394 milhões de euros e estamos a falar de investimento privado”, sublinha.

O presidente da ERT garante que estes resultados são uma consequência da estratégia que está em marcha há sete anos. “Nada disto é avulso. Temos conseguido criar o destino com várias ações de promoção entre os melhores exemplos mundiais. Há uma preocupação de oferecer qualidade, mas também de trabalhar em equipa”, sustenta o dirigente, anunciando já para janeiro mais um encontro de 150 técnicos de turismo das várias autarquias da região alentejana para cimentar ainda mais o espírito de grupo.

Instado a pronunciar-se sobre se esperava que toda esta evolução regional acontecesse tão depressa no setor, Ceia da Silva responde que o mais importante é conseguir um aumento de turismo com “qualidade”. Justifica que o perfil do turista mudou, mostrando-se hoje “mais exigente e mais culto”. E recorre a frequente metáfora: “Costumo dizer que o turista que ia para Vilamoura há dez anos, hoje vem para o Alentejo. É que temos, de facto, um turista diferente. Acabou aquele turista do sol e mar. As pessoas hoje querem mais oferta, com mais atividades e quem está no terreno a trabalhar percebeu isso”, sublinha o mesmo dirigente.

Ceia da Silva reitera que o Alentejo não quer ter uma oferta igual a outras regiões, apostando antes na diferença, enquanto elogia a questão da identidade desta zona do país como uma mais-valia para apresentar a quem visita. “Não é por acaso que conseguimos duas classificações seguidas na Unesco (cante e chocalhos). Uma proeza que mais nenhuma região no mundo conseguiu”, conclui.

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