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Fenómeno está entre factos negativos de 2015

Espécies exóticas em Alqueva alarmam Quercus

A Quercus- Associação Nacional de Conservação da Natureza colocou o risco de expansão de espécies exóticas em Alqueva na lista dos doze piores factos ambientais de 2015. O jacinto-de-água, que tem disparado nos últimos tempos, é um dos exemplos mais preocupantes da lista.

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção D.S.

08 Janeiro 2016

“É preocupante o risco de expansão de algumas espécies exóticas, como o jacinto-de-água, já presentes no rio Guadiana, em Espanha, para a área central da Albufeira de Alqueva, tendo em conta os custos ambientais mas também económicos que tal situação irá acarretar”, diz a Quercus, reclamando urgência do “reforço das medidas que as autoridades já estão a tomar, com vista a monitorizar e controlar este problema”.

Recorde-se que o jacinto-de-água é uma planta infestante oriunda da bacia amazónica e que atingiu recentemente a fronteira entre Portugal e Espanha na zona do rio Caia, encontrando-se há uns meses a mancha muito próxima do início da albufeira de Alqueva, concretamente nas imediações da ponte da Ajuda), levando a Confederação Hidrográfica do Guadiana - entidade responsável pela gestão da bacia do rio - a instalar mais uma barreira para tentar impedir a sua progressão para território português.

Já em agosto, a EDIA, Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas de Alqueva, tinha reconhecido ao Público que a presença da infestante aquática junto à confluência com o rio Caia era “preocupante”, sobretudo por se tratar de uma espécie invasora “com elevada capacidade de dispersão e consequentemente com elevada capacidade de degradação da qualidade da água”. A empresa admitiu ainda conhecer as implicações associadas a eventos extremos, “nomeadamente cheias significativas no Outono”, quando a planta “ainda apresenta vigor vegetativo e consequentemente capacidade de flutuabilidade e de colonização”.

Eis as razões que sublinham os receios da Quercus, salientando ainda a associação ambientalista que 2015 foi marcado pela “continuação da crise financeira e económica dos últimos anos, ainda que se tenha assistido a uma pequena recuperação económica do país. Num contexto cada vez mais premente de alteração de comportamentos, de modo a garantir a sustentabilidade do nosso Planeta, o grande desafio passa por conseguir conciliar futuramente o crescimento económico de Portugal, em todas as vertentes que o mesmo implica, com atitudes individuais e coletivas mais respeitadoras do Ambiente”.

Assim, como tem acontecido em anos anteriores, a Quercus, com a colaboração das suas estruturas regionais e nacionais, faz um balanço ambiental relativo ao ano de 2015, sobretudo ao nível nacional, selecionando os melhores e os piores factos, e apresentando algumas perspetivas para o ano de 2016.

Para os ambientalistas, as metas de reciclagem estabelecidas através do Plano Estratégico dos Resíduos urbanos (PERSU 2020) são “absurdas, porque obrigam as regiões do interior a reciclarem 80% dos resíduos em 2020, enquanto as grandes metrópoles de Lisboa e do Porto só têm de reciclar entre 42 e 35%”.

A Quercus denunciou ainda alegados “impactos nefastos da implementação do regime de arborização”, revelados no ano de 2015, depois de aprovado o DL n.º 96/2013, de 19 de Julho. “Aumentaram os novos eucaliptais à custa sobretudo da conversão de pinhais-bravos e outras formações da nossa floresta autóctone, associados a uma incorreta mobilização de solos e às queixas dos agricultores, devido à falta de condicionantes à proximidade das culturas agrícolas”.

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