Diario do Sul
PORTUGAL 2020 SET

Potencial de negócio

Alentejo na rota da produção de pistácio em larga escala

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção D.S.

08 Janeiro 2016

A aposta de produção de pistácios nos campos do Alentejo - um fruto que é quase um ilustre desconhecido na região - é da empresa “Espaço Visual - Consultores de Engenharia Agronómica”. Destina-se ao interior do país, sobretudo às zonas mais deprimidas de Beja até Bragança, passando por várias áreas agrícolas da região. E o projeto está em fase adiantada. É que já em janeiro vão ter início as sessões públicas de esclarecimento sobre a produção deste fruto seco em vários concelhos do Baixo Alentejo.

O objetivo deste investimento nesta zona do país ambiciona tirar partido do clima que favorece a cultura do pistácio (por ser muito frio no inverno e muito quente no verão), apontando à produção em larga escala virada para a exportação.

De resto, paralelamente às sessões de apresentação, será ainda em janeiro que deverão entrar no terreno as primeiras plantações. No prazo de dois anos a empresa pensa deter uma área de mais de 3 mil hectares de uma cultura praticamente inexistente em Portugal. Porém, garante a empresa, “para suprir as necessidades dos mercados da União Europeia será necessário plantar mais 120 mil hectares. O equivalente a tantos outros campos de futebol.

Segundo as contas já tornadas públicas pelo gerente da empresa, José Martino, a perspetiva em dois anos é a de chegar aos seis milhões de euros de faturação. Numa produção em velocidade de cruzeiro, o pistácio poderá garantir um rendimento superior a 10 mil euros por hectare, segundo aponta José Martino, destacando que “não há muitas atividades na agricultura que se aproximem desta cultura em regadio”.

O potencial do negócio já levou mesmo à constituição da primeira organização de produtores de pistácio em Portugal. Além da comercialização e distribuição, esta estrutura vai dar assistência técnica aos associados.

Ainda segundo José Martino, o escoamento da produção está assegurada para exportação na União Europeia, “onde a procura supera em muito a oferta”, estimando-se que “para suprir as necessidades dos mercados” será necessário plantar os tais 120 mil hectares. Alerta ainda que os frutos secos “estão na moda” e que asseguram benefícios para a saúde, sabendo-se que a oferta internacional não é muito elevada.

O mesmo responsável vaticina, por isso mesmo, que a produção de pistácios possa vir a traduzir-se em boas oportunidades de negócio “nos distritos economicamente mais deprimidos”. A empresa “Espaço Visual - Consultores de Engenharia Agronómica” dedica-se à procura de novas oportunidades de negócio para a agricultura, com é agora o caso do pistácio.

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