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Manuel Marchante já tomou posse como presidente da AAUE

Melhorar a ação social e combater o abandono escolar são compromissos assumidos

O aluno do doutoramento em Gestão, Manuel Marchante tomou posse, na passada quinta-feira ao final da tarde, como presidente da Associação Académica da Universidade de Évora (AAUE), sucedendo no cargo a Luís Pardal. Manuel Marchante, que liderou a lista A, ganhou as eleições com 1150 votos.

Autor :Maria Antónia Zacarias

Fonte: Redacção D.S.

11 Janeiro 2016

O dirigente estudantil reiterou a garantia de que o futuro positivo da AAUÉ passa pela aposta em áreas âncora como a ação social e apoio ao estudante, a pedagogia e política educativa e o desporto e saúde. Disse seguir o legado de Luís Pardal, pretendendo aproximar, cada vez mais, a universidade da cidade de Évora, mostrando que o desenvolvimento desta localidade e da região pode assentar na massa crítica resultante dos estudantes e licenciados desta instituição de ensino superior.

Manuel Marchante, o presidente eleito foi membro da direção cessante da AAUE, assumindo a coordenação do desporto e saúde. Agora, empossado que está, disse estar empenhado em “dar tudo de mim e comprometo-me com toda a minha força, principalmente perante os estudantes da Universidade de Évora, que irei dar o máximo para que a Associação Académica cresça no sentido que os estudantes mais desejam”.

No seu discurso de tomada de posse, o dirigente associativo considerou a recriação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e o facto de a tutela ter anunciado que o ensino superior terá um orçamento plurianual a partir de 2017, o que, a seu ver, facilita a capacidade de gestão das instituições. “São portanto duas vitórias que não devem ficar por aí”, sublinhou, avançando que a ação social escolar, o abandono escolar, a investigação e inovação e a internacionalização são alguns dos temas “muito relevantes onde tem que se partir pedra para conseguir levar avante o que os estudantes precisam”.

O novo presidente da AAUE anunciou que quer que a associação tenha uma presença muito maior nas residências da universidade, “por forma a perceber porque é que alguns não pagam a residência, a razão de se atrasem no pagamento das propinas, porque é que ocorrem roubos de comida. Daí que temos intenção de criar uma comissão de residências para discutir todas estas problemáticas e outras que não estão ainda identificadas para que possamos dar uma resposta mais imediata àqueles que aqui vivem”.

Outros dos objetivos apontados por Manuel Marchante é a continuação da promoção do Barué, o bar académico da AAUÉ, aposta forte na vida académica, na loja da AAUE, na promoção da Copiaki, “o centro de cópias mais barato da cidade de Évora” e na “explosão em termos de representação no desporto federado da AAUE”.

Ao nível pedagógico, a AAUE disse compreender o papel da Universidade de Évora e sente que também tem o dever de assumir uma posição pró-ativa no sistema do qual afirmam ser parte integrante e, em conjunto com a instituição e com os seus departamentos “criar momentos de formação complementares e extraordinários às aulas por forma a potenciar os anos que os estudantes passam dentro da universidade”.

Continuidade da aproximação dos estudantes à cidade de Évora

O mesmo responsável considerou ser da responsabilidade da Associação Académica interagir com a cidade e garantir aos seus habitantes o devido respeito e passar uma imagem harmónica do que é a relação dos estudantes com Évora, alterando também com isto a mentalidade de alguns dos seus habitantes perante a vida estudantil. Assim, Manuel Marchante dá continuidade à política defendida pelo seu antecessor, Luís Pardal, no sentido de “promover a imagem positiva da vida estudantil e da tradição académica, dando boa visibilidade à cidade, entidades e cidadãos integrados na mesma. Os estudantes devem, portanto, ter um papel mais ativo na cidade, assim como a cidade deve encarar os estudantes como o futuro da cidade e do país”.

Manuel Marchante defendeu ainda que Évora deve assumir, de forma mais clara, o seu título de “Cidade Educadora” e asseverou que a AAUE, dentro da cidade e da região, quer desenvolver e cooperar, criando atividades pedagógicas no âmbito do desenvolvimento estudantil, incluindo os ensinos básico e secundário, exportando o conhecimento com a finalidade de atrair interesse para a região.

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