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Diario do Sul
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Denúncia feita pelo sindicato

Professores do ensino artístico no Alentejo continuam com salários em atraso

Roberto Dores

13 Janeiro 2016 | Fonte: Redacção D.S.

O alerta parte do Sindicato dos Professores da Zona Sul (SPZS): ainda há docentes do Ensino Artístico e Especializado nas escolas do Alentejo que continuam sem receber os salários na totalidade, pelo que, segundo o dirigente Manuel Nobre, é possível que venham a sair à rua novas formas de luta.

Os professores do Conservatório Regional de Portalegre terão recebido somente parte do seu salário, enquanto em Évora e Reguengos de Monsaraz também há relatos de docentes com salários em atrasos, segundo a denúncia feita ao “Diário do Sul” pelo presidente do SPZS, alertando que o cenário é transversal ao Conservatório Regional do Baixo Alentejo.

“O estabelecimento continua sem receber quaisquer verbas do Governo desde o início do ano letivo e já recorreu ao crédito para conseguir pagar aos professores”, denuncia Manuel Nobre, alertando que ainda estão por liquidar os subsídios de Natal. “Parece-nos óbvio que existem atrasos consideráveis ao nível do pagamento de salários pelo segundo ano consecutivo, que estão a comprometer a vida destes professores do nosso ensino artístico e especializado”, insiste o dirigente, garantindo estar criada “uma situação de grande instabilidade e bastante problemática para os professores. Alguns profissionais das nossas escolas estão mesmo sem salários desde o início do ano letivo”, acrescenta.

Ainda assim, há boas perspetivas, na ótica do sindicalista. Isto porque Manuel Nobre reconhece que até tem encontrado boa abertura por parte do novo Ministério da Educação, que “vem demonstrando interesse em resolver estas situações”, refere, sublinhando que em algumas regiões do país muitos dos casos começam a estar regularizados.

“Até admitimos que em poucas semanas este ministério fez aquilo que o seu antecessor levou anos para resolver e que não conseguiu. Mas no Alentejo o problema continua”, diz, enquanto volta a levantar a questão da “luta pelos direitos dos professores”. Refere que é chegada a hora de solicitar ao Governo “mais celeridade neste processo”, uma vez que noutras regiões a situação já está praticamente ultrapassada.

“Iremos junto dos professores, um pouco por todo ao Alentejo, abordar a possibilidade de avançar com novas formas de luta, adequadas ao que a situação exige, no sentido de que sejam pagos esses salários a que os professores têm direito”, conclui.

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