Diario do Sul
COMPETE 2020

Caso pode chegar a tribunal

Acidentes em série em rotunda de Beja

No espaço de quatro meses foram pelo menos dez os automobilistas que sofreram acidentes junto a uma rotunda localizada nas imediações da Base Aérea 11 (BA11), a cerca de três quilómetros de Beja.

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção D.S.

14 Janeiro 2016

O elevado número de sinistros está a deixar os nervos em franja aos condutores, que alertam para a ausência de sinalização e de iluminação daquele troço da Estrada Nacional que liga Beja à Vidigueira.

Segundo avançou o Correio da Manhã, haverá duas pessoas vítimas de outros tantos acidentes que vão avançar para o tribunal contra a Rodovias do Baixo Alentejo ACE, com sede em Grândola, subcontratada daquela concessão. Queixam-se que a indicação na estrada dava conta de que o troço seria em linha reta, mas acabaram por ser surpreendidos pela rotunda, contra a qual viriam a embater com grande violência, ficando as viaturas destruídas.

Num dos acidentes mais aparatosos neste local, um camião viria a tombar em plena via, após colidir com a mesma rotunda, quando transportava de 40 toneladas de cereais, que seriam “derramadas” pela estrada obrigando ao corte do trânsito. Perante o número de acidentes a empresa responsável decidiu recentemente tapar com uma lona a placa que indicava a antiga estrada como tendo um formato em linha reta.

Recorde-se que nas estradas desta zona do Alentejo têm decorrido várias obras nos últimos meses, sobretudo no IP2, cujas empreitadas perturbaram a vida aos milhares de automobilistas em trânsito para o Algarve ao longo de cerca de 50 quilómetros de estrada, que mais parecia um "estaleiro", dada a sequência de obras na via, demoradas filas de trânsito e passagens alternadas, entre Vidigueira e Castro Verde.

Obras que já foram concluídas, como tinha assumido o presidente das Infraestruturas de Portugal (IP), António Ramalho, depois da empreitada ter estado parada mais de quatro anos, com protestos transversais a condutores, moradores, autarcas e empresários, que após um rol de manifestações a exigir o recomeço das obras voltaram agora a circular por o novo “tapete de alcatrão” entre Évora e Beja.

António Ramalho revelou que a solução encontrada para desbloquear o impasse em que tinham mergulhado as obras neste itinerário, devido à falta de verbas, foi também aplicada para o troço da A26, entre Sines e Relvas Verdes e entre Sines e Santo André e ainda à ligação de Grândola (nó do IC1) a Santa Margarida do Sado. Todas as empreitadas tinham prazo de conclusão até final do ano.

Decisões tomadas após o plano de revisão, que reduziu o orçamento para metade, baixando de 2 mil milhões para mil milhões de euros. Para 2016 vai avançar a intervenção nos 20 quilómetros que ligam Alcácer do Sal a Grândola, segundo garantia de António Ramalho.

Daí que quem circulou pelas estradas do Baixo Alentejo se tenha cruzado durante largos meses com maquinaria nas vias e nas bermas, como foi o exemplo da Estrada Regional 261-5, a mesma que tem perfil de autoestrada, entre Sines e Santo André, onde se mantiveram os polémicos pinos a separarem as vias desde que as obras foram suspensas em 2011.

Já a empreitada para o IC33, entre Santiago do Cacém e Grândola, surge na lista das IP com o rótulo de “investimento condicionado”, orçados em 40 milhões de euros, que não está previsto para avançar antes de 2017. Isto porque a prioridade na região está dada à ferrovia e só depois da estrutura ferroviária estar montada, os técnicos vão tentar perceber se a obra se justifica em função do tráfego rodoviário. “Se a ferrovia continuar a movimentar 90% do tráfego em Sines, não há justificação para uma intervenção tão pesada naquele troço”, resume António Ramalho.

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