Diario do Sul
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Novo mapa

Évora, Montemor e Vendas Novas no arco metropolitano de Lisboa

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção D.S.

26 Fevereiro 2016

Um mapa elaborado pela equipa da Iniciativa Cidades da Fundação Calouste Gulbenkian coloca seis concelhos alentejanos numa região enorme, polarizada por Lisboa. Évora, Montemor-o-Novo, Vendas Novas, Alcácer do Sal, Grândola e Santiago do Cacém passam a integrar, segundo a equipa liderada por Félix Ribeiro, Joana Chorincas e Francisca Moura, um novo mapa que ambiciona conquistar projeção atlântica, abrangendo 40% da população do país.

Trata-se de uma espécie de triângulo, com vértices em Leiria, Santiago do Cacém e Évora, onde está também inserido o Ribatejo, apresentando-se este mapa à competição internacional com o objetivo de promover esta grande região além-fronteiras.

Foi a Câmara de Lisboa que se empenhou neste projeto, estando previsto que seja a própria autarquia da capital a procurar agora meios e parceiros para responder às orientações deste novo estudo, que foi agora elaborado à boleia de uma ideia, segundo a qual, na opinião dos seus autores, “uma macrorregião constitui o potencial de internacionalização mais relevante do território nacional”. E tem o mar como espaço geoestratégico privilegiado para potenciar este futuro arco metropolitano de Lisboa, onde o Alentejo Central e Litoral Alentejano podem colher dividendos.

Artur Santos Silva, presidente da Fundação Gulbenkian, citado pelo Público, sustenta que esta proposta “faz todo o sentido”, justificando que esta macrorregião exibe “atributos especiais para encarar esse desafio”, acrescentando que este mesmo conceito está a ser “partilhado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros”, que propõe “melhorar as relações transatlânticas”.

Mas em que medida o Alentejo pode tirar partido deste novo mapa, onde Lisboa está “no centro” do mundo Atlântico e, pelo seu passado, tem condições para “rentabilizar a sua imagem histórica” de cidade voltada para além-mar, como dizem os autores do projeto? Simples. Pelo menos, segundo a vertente teórica exibida pelo estudo.

O arco metropolitano polarizado pela capital tem um forte poder para competir e para atrair investimento. E se atendermos ao retrato da nova região em números, não restam dúvidas: 4,1 milhões de habitantes, 42,2% da população com menos de 15 anos do país, 49% da população portuguesa com o ensino superior (3,9% no Noroeste); 42,5% da população empregada, 44% das exportações. Nas atividades da nova economia, que de alguma forma apontam para o futuro, o arco de Lisboa reforça ainda mais a sua hegemonia, representando 66% do valor produzido pelas indústrias de tecnologia de informação e comunicação do país e 63% das indústrias criativas.

O porto de Sines é citado no estudo como o maior equipamento para o tráfego marítimo do país e uma série de plataformas logísticas. A ligação destes equipamentos à Europa vai obrigar a novos investimentos nas ligações ferroviárias com Espanha, de resto já previstos para o próximo ciclo de investimento, como o “Diário do Sul” já avançou.

Insiste o estudo que isoladamente Lisboa teria menor capacidade de competir, mas como “região urbana funcional” que se estende pelo Oeste, pelo vale do Tejo, pelo eixo rodoviário até Évora e pelo Alentejo Litoral a projeção será mais óbvia.

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