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Insolvências aumentaram no Alentejo em 2015

Aumentaram as insolvências de empresas entre os três distritos alentejanos em 2015, traduzindo uma quebra da economia regional.

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção D.S.

26 Fevereiro 2016

Segundo o observatório da IGNIOS, o Alentejo registava no final do ano 169 insolvências, quando em 2014 se tinha fixado nas 89 de acordo com os dados compilados pelo Centro de Estudo do IIC – Instituto Informador Comercial, outro observador do fenómeno empresarial.

Os valores de 2015 ultrapassam mesmo os resultados alcançados em 2012, quando entre Janeiro e Dezembro 142 empresas tinham batido com a porta na região, baixando para os 123 registos em 2013, o que já se traduzia num sinal de mudança, interrompendo a curva ascendente desde 2009.

Por distritos, Évora subiu da 48 insolvências para as 91, depois da média de 60 processos em 2013 e 2102, enquanto o distrito de Portalegre também assistiu a um aumento, muito devido às suas características específicas em termos económicos. Tinha baixado dos 45 casos em 2012 para os 29 em 2013, mas enquanto em 2014 chegou às 31 situações de insolvência no ano passado atingiu a 53.

Já no distrito de Beja os processos também aumentaram, mas continuam a ser em menor número com 25 registos, mas 15 do que em 2014, igualando os valores dos anos anteriores.

De acordo com a IGNIOS, o aumento de insolvências foi “influenciado sobretudo pelo crescimento de 56,2% no número de empresas cujo processo de insolvência foi finalizado e mesmo a queda de 20,4% nas insolvências requeridas pelos credores não foi suficiente para compensar este aumento”. Uma situação transversal ao resto do país.

Entre os sectores com maior número de insolvências encontram-se o comércio a retalho, com exceção feita aos veículos automóveis e motociclos, seguindo a promoção imobiliária, o comércio por grosso e a restauração e similares.

Segundo os economistas, o agravamento das dificuldades das empresas tem-se traduzido na formação de verdadeiros “ciclos viciosos”, caracterizados pelo “atraso nos pagamentos a fornecedores, redução do fundo de maneio, incumprimento de obrigações e pressão crescente dos credores com execução de garantias reais.”

Quanto às novas empresas criadas no Alentejo em 2015, o observatório da IGNIOS dá conta de um total de 1324, surgindo o distrito de Évora à cabeça, com 510 registos, seguindo de Beja (474) e Portalegre (340).

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