Diario do Sul
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Reportagem em jornal de referência mundial

 Praias alentejanas conquistaram o The Guardian

O guia para a região do Alentejo “lar das melhores praias da Europa”, diz o título, surge integrado numa reportagem publicada no suplemento de viagens do The Guardian, jornal de referência detentor de um dos sites noticiosos mais lidos do mundo.

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção D.S.

26 Fevereiro 2016

O artigo tem sido também um êxito no online, conquistando mesmo o primeiro lugar na lista dos mais lidos.

A peça jornalística é de Isabel Choat, editora de viagens do The Guardian, e apresenta um passeio iniciado na Zambujeira do Mar, que a autora não hesita em classificar como “uma das mais bonitas aldeias da costa sudoeste portuguesa”. Depois passa por Milfontes, Porto Covo, Cercal do Alentejo e Brejão (já no Carvalhal, Odemira).

Escreve a jornalista. “Passei duas semanas na região, conduzindo por estradas vazias, a brincar com o meu filho em praias vazias e a dormir em alojamentos onde éramos os únicos turistas”, notando que visitou o Alentejo num período de pouca afluência.

Mas consegue imaginar o que acontecerá por estas paragens na época alta, enquanto bebe uma cerveja nacional num restaurante gerido por dois irmãos. Calcula que estará à pinha de turistas. E não se engana.

Mas também sabe o que está reservado para a região nos restantes meses do ano que vão para lá de julho e agosto, escrevendo que se pode sentir “o ritmo geral da vida no Alentejo: pacato, roçando o comatoso”, diz, descrevendo ainda esta zona do país como sendo das “mais pobres, menos desenvolvidas e menos populosas regiões da Europa Ocidental”. Mas não poupa elogios e fala dos “encantos desta região de campos de trigo, florestas de sobreiros, prados de flores silvestres e pequenas aldeias caiadas de branco”, reconhecendo que são mais subtis que regiões mais célebres turisticamente (como a Toscânia ou Provença, com que o Alentejo já foi comparado - uma comparação que Choat não subscreve).

“Viajar por aqui é viajar no tempo até 40 ou 50 anos atrás”, resume Isabel Choat, destacando a tranquilidade e a quietude, uma “quietude que termina abruptamente no oceano Atlântico”. Esta costa “dramática” - incluindo-se aqui toda a Costa Vicentina e Sudoeste Alentejano – é para a autora a “mais impressionante da Europa”, admitindo que lhe falta maior notoriedade. Aqui coloca a questão de acessos, sublinhando que as praias ficam a umas boas duas horas de carro dos aeroportos de Faro ou Lisboa, bem como da falta de alojamentos junto à costa.

Apesar de ter encontrado alguns alojamentos “deslumbrantes na área, mas escondidos em vales ou no fim de caminhos de terra”.

Já recentemente o prestigiado New York Post colocava a Comporta entre as maiores atrações turísticas do país no chamado turismo de sol e mar. Numa crónica, devidamente ilustrada, de Jessie Knadler, o jornal chamava a atenção dos leitores para a rara possibilidade de se encontrar por aqui uma natureza ainda em estado puro, pondo em destaque algumas das beleza singulares do Alentejo Chegava mesmo ao ponto de comparar a Comporta a uma região “pouco desenvolvida”, mas que é o “destino de excelência de Portugal”.

Para a jornalista, a Comporta enquadra-se, assim, nos principais dez argumentos que fazem de Portugal “O mais novo querido da Europa”, segundo o título que a autora encontrou mais adequado para retratar uma viagem por Portugal, sublinhando as “deslumbrantes” paisagens da região. Da areia branca e fina da Comporta, ao mar azul e com a serra da Arrábida a funcionar como uma espécie de pano de fundo, ao lado de Troia

Pela crónica desfilam dez razões para se partir à descoberta por cá, sugerindo a autora, por exemplo, uma viagem sem GPS, optando-se antes pelo mapa tradicional. E avisa logo que perder-se faz parte da aventura, confessando que lhe aconteceu o mesmo.

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