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Diario do Sul
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Jovens eborenses “arriscam” na produção artesanal

Keltikia a cerveja com sotaque alentejano

Keltikia é a mais recente referência no já vasto mundo da cerveja artesanal nacional, com dois jovens eborenses a arriscarem num produto destinado aos mercados “gourmet” cuja matéria-prima principal é a bolota.

Fonte: Redacção D.S.

02 Março 2016

Pedro Safara, “Personal Trainer”, e Nuno Louro, formado em engenharia civil, arregaçaram as mangas e encontraram na produção de cerveja artesanal a saída profissional que as actuais ocupações ainda não possibilitaram, acreditando no sucesso desta empresa.

“O nosso amor pela história, pelos livros, pela cultura e pelo que é ancestral, pelo que existiu antes de nós e que merece perdurar, levou-nos a procurar incessantemente pelas provas antigas e fazer renascer da cevada maltada, da bolota e da levedura que foram o alimento e a bebida dos nossos antepassados durante séculos, uma cerveja tão cheia de tradição quanto plena de uma nova força e sabor”, explica com orgulho Pedro Safara.

“Sabemos que não vai ser um caminho fácil. O mercado já está recheado de muitas e boas cervejas artesanais, mas o facto de apostarmos num dos marcos identitários da região - a bolota – faz com que acreditemos no sucesso da Keltikia”, frisa Nuno Louro.

A confiança quanto ao sucesso desta cerveja com “sotaque” alentejano, que deve ser bebida com parcimónia, já que é forte e deve acompanhar comidas leves, é consubstanciada na apreciação de um juiz internacional. “Numa escala de zero a 10, a Keltikia foi avaliada em 7,5 o que nos deixa naturalmente esperançados quanto ao sucesso comercial e empresarial”, refere ainda Nuno Louro.

Para já, e com uma produção a rondar as três mil garrafas, o objectivo é implementar a marca em termos locais, nas diversas lojas da especialidade, e depois apostar nos mercados algarvios, lisboetas e portuenses. “Não descuramos, a médio prazo, e quanto tivermos uma maior produção, o mercado internacional”, esclarece Pedro Safara. “Se for necessário conseguiremos engarrafar 800 Keltikia por dia”.

Porquê Keltikia?

A escolha do nome Keltikia é uma espécie de homenagem aos povos que habitavam o Alto-Alentejo pré-romano – os celtas (celtae, keltoi). Segundo reza a história, os celtas que habitavam esta região dedicavam-se ao fabrico da cerveja feita de cevada e de outros produtos da terra, que levedavam com pão feito de bolota.

Seja como for, a Keltikia não vai ser a única cerveja a produzir por estes dois amigos que têm como objectivo apresentar no verão uma cerveja mais leve, muito provavelmente a partir de pimenta rosa.

“Iremos sempre privilegiar os produtos de origem alentejana, já que essa é a nossa marca, o nosso ADN, mas não descuramos, por exemplo, produzir cervejas artesanais a partir de outros sabores nacionais, como o mogango ou a pera rocha”.

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