Diario do Sul
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Relatório anual de 2015 da Cáritas Diocesana de Évora

Famílias com baixos rendimentos e idosos continuam a liderar os pedidos de ajuda

O relatório anual da Cáritas Portuguesa sobre os desafios da pobreza e inclusão social foi apresentado ontem e chama a atenção para o facto de muitos pedidos de auxílio surgirem de pessoas com trabalho.

Autor :Maria Antónia Zacarias

Fonte: Redacção D.S.

07 Março 2016

Neste momento, a classe média parece estar no limite e está a perder a vergonha de pedir ajuda, daí que a Cáritas afirme que depara-se com grandes dificuldades para satisfazer todas as solicitações. No caso particular da Cáritas Diocesana de Évora, esta situação não tem peso, uma vez que os principais pedidos de ajuda são feitos por famílias com baixos rendimentos, desempregados e uma grande percentagem de idosos.

De acordo com relatório anual de 2015 da Cáritas Diocesana de Évora, resultado do protocolo com a Fundação Eugénio de Almeida, foi efetuado o atendimento e o acompanhamento de pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade e exclusão social e de emergência.

De acordo com o presidente da Cáritas de Évora, Luís Rodrigues, no âmbito do atendimento social de proximidade “fizemos a abertura de dois polos em Fronteira e Mourão”. Tendo em conta que esta instituição abrange todo o território da Diocese de Évora, foram apoiadas 1471 famílias, sendo que destas 1103 viviam situações de carência e 368 de emergência social. O mesmo responsável adiantou também que 503 foram novos casos e 968 reincidentes.

Luís Rodrigues explicou que a Fundação Eugénio de Almeida comparticipou em cerca de 210 mil euros estes apoios, “representando 90 por cento dos apoios e serviços prestados pela Cáritas de Évora”.

Olhando para o relatório pode aferir-se que a paróquia de Nossa Senhora Auxiliadora, na cidade de Évora é a que tem mais famílias apoiadas (181), seguida da Senhora da Saúde, também em Évora e depois os polos existentes em Montemor-o-Novo, Elvas e Estremoz.

O presidente da Cáritas de Évora salientou ainda que “se verificou um ligeiro aumento do número de pedidos”, embora não tenha o impacto que tem em outras grandes regiões, resultante de uma baixa densidade populacional.

Luís Rodrigues explicou que o principal apoio prestado é a doação de alimentos, seguido de comparticipações das despesas domésticas, dos medicamentos e dos transportes. Em seu entender, esta é a forma mais adequada de conseguir fazer frente às dificuldades emergentes da sociedade alentejana, caracterizada por uma população envelhecida e com uma taxa de desemprego significativa.

Recorde-se que o relatório anual da Cáritas Portuguesa afirma que os níveis de pobreza aumentaram consideravelmente no último ano, ficando cerca de metade dos pedidos de ajuda por atender no país. A Cáritas defende, assim, a premente necessidade de se encarar a pobreza como um desígnio nacional “em que possam intervir políticos, agentes económicos, os trabalhadores e todos os órgãos intermédios da sociedade”.

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