Diario do Sul
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Minas da Somincor preocupam autarquia

Almodôvar em “alerta máximo” receia despedimentos em Neves Corvo

O presidente da Câmara de Almodôvar, António Bota, receia eventuais despedimentos nas Minas de Neves Corvo, levados a cabo por subempreiteiros, segundo admitem recentes notícias vindas a público.

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção D.S.

10 Março 2016

Já em fevereiro tinha havido sinais de crise laboral na Somincor, concessionária da mina, com os trabalhadores a enviarem à administração da empresa um abaixo-assinado exigindo melhores condições laborais.

O autarca justifica a sua preocupação alertando para o peso que as minas de Neves Corvo representam nas saídas profissionais no concelho, sendo de “extrema relevância para o desenvolvimento económico e social” de Almodôvar, onde a indústria escasseia, sublinha António Bota.

A situação já foi discutida com a administração da empresa, revelando o autarca que a Somincor tem falado apenas em pequenos ajustes na produção ou em eventuais mudanças de subempreiteiros. Mas, para o seu concelho, os despedimentos que se avizinham ameaçam seriamente a empregabilidade de Almodôvar, que “ficará muito afetada com a redução de postos de trabalho nas minas”, diz o edil, alegando que “muitas famílias dependem, em parte ou no seu todo, desta indústria mineira e dos postos de trabalho que a mesma gera”.

Vai daí que António Bota fique a aguardar por boas notícias nos próximos dias, desejando que os eventuais despedimentos não vão além de “simples manobras entre empresas e que os mesmos não signifiquem reais despedimentos mas sim mudanças de subempreiteiros”. É nesse sentido que o autarca tenciona solicitar uma reunião com a nova administração, com o objetivo de tentar “clarificar e sensibilizar para importância da manutenção de postos de trabalho nesta região”.

Em fevereiro já tinha havido sinais de crise laboral nas minas, com o PCP a denunciar alegadas ameaças aos trabalhadores que estavam a exigir melhores condições de trabalho. A acusação partiu de duas perguntas do deputado comunista eleito por Beja, João Ramos, dirigidas aos ministérios da Economia e do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social. De acordo com o parlamentar, os, trabalhadores da Somincor enviaram à administração da empresa um abaixo-assinado exigindo melhores condições e receberam como resposta uma comunicação com a ameaça de que “se subscreverem outros documentos a reivindicar condições terão consequências em termos da retirada de funções e de reduções remuneratórias”.

Citado pela Lusa, o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira (STIM), Jacinto Anacleto, disse que, “à luz do Código do Trabalho”, constitui um caso de “ameaça e assédio moral aos trabalhadores”. Por outro lado, uma da empresas subempreiteiras a operar nas minas, a EPOS - Empresa Portuguesa de Obras Subterrâneas, “está a denunciar contratos com trabalhadores”, acusa João Ramos, referindo tratar-se de um “mecanismo” para “não vinculação” e para “perpetuar a precariedade” de trabalhadores.

A Somincor, através da sua porta-voz, Lígia Várzea, escusou-se a reagir às acusações do deputado do PCP.

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