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Diario do Sul
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Urban Sketchers

Os desenhos saíram à rua inspirados pela monumentalidade de Évora

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção D.S.

24 Março 2016

Não fotografe ainda. Dê-me só uns minutinhos para ver se isto se consegue parecer com qualquer coisa”. O pedido é feito ao “Diário Sul” por Ana Luísa Frazão enquanto lança no papel do bloco os primeiros traços da monumentalidade que tem pela frente. Templo Romano e Convento dos Loios, recorrendo à aguarela, colagem, lápis acrílico e canetas. “Diverte-me misturar um bocadinho tudo”, admitia. Dez minutos depois a “obra” está bem mais composta. “Quer fotografar agora? Percebe-se bem, certo?”. Percebe pois.

Ana Luísa Frazão, que viajou desde São Matinho do Porto, esteve entre os mais de 40 desenhadores que durante três dias andaram pela cidade de Évora, integrada na comunidade dos coletivos Urban Sketchers Portugal e Espanha. “Para todos os que quiseram participar”, explicavam os organizadores do curioso encontro, Vicente Sardinha e Luís Ançã. Bastou aparecer no Templo Romano, no Chafariz da Praça do Giraldo, no Jardim Público ou no Palácio de D. Manuel. Eles andaram por lá.

“Évora é uma cidade muito inspiradora, tem pormenores fabulosos para desenhar”, dizia Luís Ançã, apresentando o encontro como “uma oportunidade para quem gosta de desenhar, mas que, por algum motivo, nunca o conseguiram. Aqui as pessoas encontram uma forma descomprometida para desenharem o que lhes apetecer e só mostram os desenhos se quiserem”.

Vicente Sardinha acrescentava ainda que os desenhadores encontram aqui a possibilidade de aprenderem uns com os outros. “Vão vendo como se desenvolvem as técnicas e vão evoluindo, porque o desenho é uma técnica que tem uma aprendizagem”, acrescentava, sublinhando que é nesse sentido que mensalmente ocorrem em Évora encontros de desenhadores entre os elementos do Urban Sketchers Portugal, onde a ideia não é inventar, mas representar o que se observa.

“Cada um faz à sua maneira, mas sempre com a perspetiva de representar dentro do espírito do que está a ver, até porque os registos que fazemos são importantes também por serem documentos que ficam para o futuro”, refere Luís Ancã, perante a aprovação de Márcia Esperança, que tirou o curso de Artes, e Luís Pedro Morais, arquiteto.

Enquanto Márcia preferiu desenhar estátuas, Luís Pedro optou pela vista panorâmica da cidade. “Acho muito bem desenharmos a cidade e darmos uma visão de Évora através do olhar de cada artista. É por isso que estamos aqui”, explica Márcia Esperança, enquanto Luís Pedro completava: “estes eventos culturais fazem tanta falta a Évora”.

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