Diario do Sul
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Pernas para que vos quero

Febre do Running instala-se em Évora

Todos os dias grupos de amigos correm pela cidade matando um vício saudável.

Fonte: Redacção D.S.

24 Março 2016

Depois do ciclismo, quer de estrada como de BTT, agora é a corrida, ou o running como é mais comum denominar, que está a deixar os eborenses loucos. De dia ou de noite. À chuva ou debaixo de uma temperatura considerável. Em estrada ou nos trilhos mais irregulares, é vê-los equipados a rigor e a ultrapassar os objetivos pessoais.

Sozinhos, embora quase sempre na companhia de música, ou em grupo, a socializar, a febre do running veio para ficar e na nossa cidade são cada vez mais aqueles que abraçam esta atividade desportiva, quiçá a mais democrática de todas. Correr em Évora, Évora Night Runners ou Furões do Alentejo são alguns dos grupos informalmente constituídos mas que, com o passar do tempo, ganharam quase o estatuto de clube de corrida, organizando-se para treinar e para participar em competições.

Uns reúnem-se junto à Rotunda do “Manel” da Gaita ao final da tarde, outros é à noite junto à Rotunda das Portas da Alagoa, ou noutro local qualquer, mas o objetivo é comum e a grande amizade e camaradagem que os une funciona quase como um cordão umbilical.

“A corrida é simples, precisa de pouco tempo e, acima de tudo, é barata”, justifica Eduardo Cardeal, praticante desde os 11 anos. Para o enólogo da Herdade da Calada “a capacidade de superar metas e o espírito de sacrifício, valores que tento aplicar no meu dia-dia, cativaram-me desde sempre para a prática da corrida ao ar-livre”.

Já Tânia Ginó, atleta com pouco mais de ano e meio de prática, destaca “as sensações boas que proporciona. Podes praticar quando e onde tu quiseres”, e para além disso “trás enormes benefícios para a forma física e para a saúde”.

Pedro Figueiredo, que habitualmente corre no grupo Évora Night Runners, lembra também “a amizade que se gera fora do círculo dos treinos/corridas”. Praticante de corrida há 18 meses, valoriza ainda o facto de ser “mais fácil de praticar, com um baixo custo de investimento”.

Social Runners

O running era tradicionalmente um desporto praticado de uma forma um pouco solitária, eram poucos aqueles que saiam para a estrada para correr, quer fizesse calor ou frio, chuva ou sol. Era também uma forma de introspeção. Muitos durante as corridas solitárias tiravam um tempo para si, para pensar. Hoje em dia com o boom dos “social runners” isso, se não é impossível, é muito difícil.

Com a “febre” do running instalada, os runners e as marcas encontram nas redes sociais a forma perfeita de divulgar os seus resultados e produtos. Foram criadas verdadeiras comunidades de runners, onde se marcam treinos conjuntos, onde se marcam provas para todos participarem, e onde se trocam informação sobre os treinos que realizaram.

Tânia Ginó, que “veste” as cores do Correr em Évora, confirma de alguma forma esta nova realidade: “No início da corrida a logística necessária é minimalista, basta vestuário adequado, contudo quando o vício toma conta de nós começamos a investir num sem número de gadgets, que permite visualizar facilmente a forma como evoluis e te superas, o que é altamente compensador e viciante”.
Não é, pois, novidade nenhuma que correr está na moda. Aliás, hoje em dia parece que quem não corre está démodé. Se dissermos a um runner algo como: - “não gosto de correr”, este responde logo - “se começasses a correr a sério, com objetivos alcançáveis, ganhavas logo outra motivação”.

Segundo um estudo recente do Instituto Português de Administração de Marketing, cerca de 1 450 000 portugueses praticaram corrida nos últimos meses. Destes, 460 mil fazem-no regularmente - alguns inseridos nos diversos grupos de corrida que nos últimos anos surgiram em várias cidades do país. Fazem-no, em média, três vezes por semana, tendo como motivos principais a saúde, o bem-estar e a manutenção da forma física. O estudo conclui que a corrida é o quarto desporto com mais praticantes em Portugal.

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