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Projeto começa em Portel, Montemor e Lisboa

Governo quer tratamentos dentários nos centros de saúde

O projeto é experimental e se provar vir a funcionar, vai ser estendido a outros centros de saúde do país.

Autor :Bruno Calado Silva

Fonte: Redacção D.S.

24 Março 2016

O projeto é experimental e se provar vir a funcionar, vai ser estendido a outros centros de saúde do país. Para já o Ministério da Saúde anunciou na última segunda-feira, em Portel, um ‘piloto’ que envolve dois centros no Alentejo e 11 em Lisboa. Trata-se de um novo passo nos cuidados de saúde oral a prestar pelo estado, inicialmente, aos utentes mais carenciados do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Segundo o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, que foi conhecer novíssimo Gabinete de Saúde Oral do Centro de Saúde de Portel, esta primeira fase contempla “integração de médicos dentistas nos cuidados de saúde primários, de modo a que os utentes tenham uma acessibilidade fácil a cuidados de saúde oral e possamos prestar uma resposta com qualidade”.

Durante a visita, com contornos de inauguração, o governante admitiu que o acesso aos cuidados de saúde providenciados pelo estado continuam a ser uma “fragilidade” do SNS, apesar da implementação do “do programa ‘cheque-dentista’ que temos tido ao longo destes últimos oito anos e para além de toda a política na área da prevenção”.

A partir de agora “os dentistas e os assistentes de medicina dentária irão estar, em presença física, nos centros de saúde e os utentes vão poder ser orientados”, pelos seus médicos de família, “para estes profissionais, de modo a termos uma resposta com qualidade em saúde oral”, afiançou o secretário de Estado.

O Ministério da Saúde garantiu que o objetivo é que a experiência-piloto possa arrancar até ao final de junho já com os profissionais a executarem tratamentos. Segue-se depois um período de monitorização com a duração de um ano para se decidir a implementação do programa a outras zonas do país. Para já, no Alentejo, a experiência arranca em Portel e Montemor-o-Novo.

A escolha das unidades de saúde, nesta fase inicial, regeu-se por dois critérios, segundo o secretário de Estado: centros de saúde que “já tivessem condições físicas próprias para esse fim”, para que a experiência “pudesse ser iniciada mais rapidamente”, e locais onde não houvesse “tanta oferta de cuidados de saúde”.

Quanto aos primeiros beneficiários destas valências experimentais, a Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo aponta para os utentes que estão mais necessitados. Ou seja, “as pessoas que já têm outras patologias e que necessitam mesmo de cuidados de uma forma mais rápida”, garantiu José Robalo, presidente da ARS Alentejo. “Estamos a falar por exemplo de um doente diabético”, que, nestes centros de Saúde, vai “ter acesso a todo o tratamento dentário”, explicou.

Apesar de se situarem em Portel e Montemor-o-Novo, José Robalo esclareceu ainda que estes dois gabinetes vão receber doentes encaminhados por unidades de cuidados primários de concelhos vizinhos.

Quanto à escolha de Portel para avançar com a experiência, o presidente do Município, José Grilo, mostrou-se “obviamente satisfeito porque este projeto do Ministério da Saúde vem, para já, beneficiar uma parte carenciada do concelho e também de concelhos limítrofes”.

*com Agência Lusa

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