Diario do Sul
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62.ª edição

Festival de Mérida apresenta-se em Évora à procura de projeção em Portugal

O projeto foi revelado pelo próprio presidente da Junta de Extremadura, Guillermo Fernández Vara, ao lado do diretor do Festival de Mérida, Jesús Cimarro. Na segunda quinzena de maio o evento cultural será apresentado em Évora.

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção D.S.

18 Abril 2016

Numa perspetiva de conquistar a simpatia dos portugueses. A organização destaca a importância de conferir projeção internacional à iniciativa.

O chefe do executivo regional extremenho salientou que o Festival não tem que ser só nacional, devendo também assumir-se como europeu, pelo que a prioridade começa por ser dada aos vizinhos do lado de cá da fronteira tornando o evento de cariz ibérico. Fernández Vara justificou a apresentação que vai ter lugar em Évora, considerando que “não há lugar melhor do que a capital” do Alentejo, tendo o objetivo de aproveitar a oportunidade para convidar todos os autarcas da região alentejana para participarem no festival.

Por seu lado, o diretor do certame, Jesus Cimarro, admitiu que “Portugal é um assunto pendente do Festival”. Ou seja, tem havido tentativas de tornar o evento atrativo para os portugueses, mas, finalmente, este ano estão reunidas as condições para se avançar com a promoção em território nacional. “Vamos fazer uma apresentação em Évora, no mês de maio, que marcará um antes e um depois”, assegurou.

Quanto à programação, Paloma San Basilio é o nome apontado para inaugurar esta edição, no dia 6 de Julho, com a “A Décima Musa”, uma revisão dos clássicos da música. Este espetáculo de Guillerme Jordi Graells, coproduzido pelo Festival e o Teatre Romea, será exibido até ao dia 10. A voz da cantora dará vida aos maiores sucessos do conjunto musical no teatro clássico sob a batuta Josep Maria Mestres, com acompanhamento de Ignasi Vidal, um dos grandes atores do musical em Espanha.

Já de 13 a 17 de julho tem lugar “Alexandre, o Grande”, num trabalho de Jean Racine numa versão de Eduardo Galán, dirigido por Luis Luque. Esta coprodução com Pentación Espetáculos mostra a grandeza e façanhas de personagens da história no célebre Teatro Romano. Vão participar nomes como Armando del Rio, Amparo Pamplona, Unax Ugalde, Diana Palazón, Aitor Luna, ou Marina San José.

O cartaz desta 62ª edição – de que daremos conta em breve - vai perdurar até finais de agosto, mês em que haverá um concerto sinfónico do violinista Ara Malikian, que funde ópera e música popular contemporânea clássica com o objetivo de chegar a todos os estratos da sociedade.

Para além dos espetáculos em carteira, o Teatro Romano abre-se também a atividades paralelas, dando lugar a atividades lúdicas e artísticas, incluindo apresentações teatrais, exibições de filmes, mesas redondas, exposições, um novo campo e espaços para crianças. O festival ambiciona ainda dar um contributo para “revitalizar” áreas arqueológicas da cidade como o Templo de Diana, o Pórtico do Fórum, as Termas de rua Pontezuelas e este ano também a Alcazaba, voltando aos cenários Greco-Romanos com cultura clássica “durante os meses de julho e Agosto”, segundo avançou Cimarro. Assim, o público pode assistir a peças teatrais, tais como La Paz, El Pseudolus, Media, Orfeu e Eurídice.

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