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Diario do Sul
alentejo 2020

Exposição

FRAGMENTOS DE UM PEQUENO MUNDO

Artista uruguaia realiza, a convite da Universidade de Coimbra e da Direção Regional de Cultura do Alentejo, uma instalação temporária em S. Cucufate, uma Villa Romana em Vila de Frades, Vidigueira.

21 Junho 2016

A artista uruguaia Alejandra González Soca foi convidada, pelo Centro de Estudos em Arqueologia, Artes e Ciências do Património da Universidade de Coimbra, a participar no projeto “Os livros da Terra: Chão escutado” e o seu trabalho é acolhido no monumento pela Direção Regional de Cultura do Alentejo.

Este projeto inscreve-se num contexto de encontro de vários modos de abordagem da memória, da terra e dos seus conteúdos, através de linguagens diversas.

Partindo dessa premissa, a artista propõe que nos instalemos na possibilidade de representação, colocando em tensão e diálogo as noções de memória, identidade e arquivo pessoal. Estas noções são apresentadas a partir de múltiplas camadas ativadas simultaneamente, sobrepondo-se como num palimpsesto, permitindo diferentes leituras.

As atividades propostas incluem uma instalação visual site specific “Fragmentos de um pequeno mundo” na Villa Romana de S. Cucufate, Vila de Frades, Vidigueira. A villa romana instalou-se no século I e sofreu remodelações até ao século IV, tendo sido posteriormente cristianizada e o seu templo, eventualmente, dedicado ao mártir São Cucufate. A inauguração terá lugar no próximo dia 22 de junho de 2016 pelas 18 horas.
Neste âmbito realizar-se-á, no Fórum Eugénio de Almeida, em Évora, um encontro com os estudantes e com o público interessado.

A Coordenadora do Centro de Estudos em Arqueologia, Artes e Ciências do Património da Universidade de Coimbra, Prof.ª Doutora Maria da Conceição Lopes, diz: “Considerando seu trabalho e o que dele emerge de convocatória ao debate sobre a memória, é uma honra poder contar com sua participação neste evento. Sua vinda será um momento para debater formas de intercâmbio e colaboração. O trabalho de Alejandra, sendo ela uma criadora brilhante de obras, se encuadra, além disso, no que fazemos, no modo como abordamos as questões da memória a partir dos objetos e das história que resgatamos da terra”.
Verónica Panella Prof. de Historia da Arte escreve sobre o trabalho de Alejandra González Soca: “Nele convivem acervos institucionais, familiares e obras contemporâneas realizadas pela artista, coexistência que gera uma trama de sobreposições e reflexões sobre a historiografia oficial e suas exclusões; a circulação, o vazio e o arquivo, interrogando a noção de identidade a partir da prática artística e da sua relação com o museu.” O Legado (In) visível_devenires de hypomnema, Museo Histórico Cabildo de Montevideo (2016).

Sobre su forma de trabalhar González Soca afirma, “Como artista e docente, me interessa muito o eixo de encubação de projetos a partir do diálogo com a envolvente e a situação que permitam outros olhares e operações críticas sobre o meio desde uma ação relacional de co-construção.”
Este projeto sobrepõe um espaço material que reflete a experiência e o vínculo com uma linha de trabalho que consensualiza um espaço íntimo e coletivo. A narrativa flutua entre o evidente e o críptico na medida em que o discurso interno nos é totalmente revelado e se vê intervencionado por acontecimentos externos. Os registos põem a ação de recolher e intervir a descoberto.

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