Diario do Sul
Twitter rectangular

Acidente na EN254-1 provocou a segunda vítima mortal no distrito de Évora

Estrada nacional está sinalizada pelo elevado número de sinistralidade

Um acidente na EN254-1, entre a localidade de Azaruja e São Miguel de Machede, concelho de Évora, provocou a morte a um indivíduo de cerca de 60 anos, morador em Azaruja, há cerca de dois anos.

Maria Antónia Zacarias

07 Abril 2015 | Fonte: Redação D.S.

O único ocupante da viatura ligeira despistou-se e embateu num muro de pedra e cimento cerca das 13h30m, da passada quinta-feira. Segundo o “Diário do Sul” conseguiu apurar, a vítima mortal tinha ido comprar um borrego para a Páscoa e no regresso, ao chegar à localidade de Azaruja, onde residia com a esposa, sofreu o acidente. Os bombeiros voluntários de Évora tiveram que proceder ao desencarceramento para chegar ao sinistrado, tendo o médico do INEM decretado o óbito no local. O acidente está a ser investigado, não podendo ser ainda adianta a verdadeira causa do ocorrido. Contudo, a GNR alertou para o facto desta estrada estar sinalizada pelo índice elevado de sinistros.

De acordo com João Caraça, adjunto do Comando dos Bombeiros Voluntários de Évora, os bombeiros tiveram que proceder “a um desencarceramento tipo 2, com a remoção do tejadilho” para poderem chegar à vítima. A Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) esteve no local, mas o indivíduo do sexo masculino não conseguiu sobreviver.

Em declarações aos jornalistas, o comandante interino do Destacamento de Trânsito de Évora, tenente João Gaspar confirmou o despiste do veículo ligeiro, tendo afirmado que o Núcleo de Investigação de Acidentes de Viação (NICAV) da GNR já tomou conta da ocorrência, “estando a apurar as causas que originaram este acidente”. O mesmo responsável salientou que no local estiveram três viaturas da GNR e seis militares.

O tenente João Gaspar adiantou que esta é a segunda vítima mortal que ocorre, este ano, no distrito de Évora, acrescentando que a EN254-1 “já se encontra indicada com um índice elevado de acidentes”.

Moradores exigem colocação de lombas
ou de sinais de controlo de velocidade

Esta ideia foi reiterada por Maria Antónia Condeixa, residente numa casa junto à estrada nacional e a escassos metros onde ocorreu o sinistro. A moradora exige que algo se faça, “por quem de direito, uma vez que esta situação não pode continuar”. Visivelmente consternada, a residente contou que “já bateram aqui três carros e motas. O último foi a ambulância da Junta de Freguesia. Os carros vêm lançados, passam esta lomba onde apanham balanço e é sempre para a frente”.

Maria Antónia Condeixa salientou que, por diversas vezes, já se deslocou “à polícia, às Estradas de Portugal, mas ninguém faz nada, o que é certo é que isto não pode continuar assim”. Esta residente e outros que não quiseram identificar-se reclamam que “sejam colocadas lombas ou mesmo sinais sensíveis à velocidade, obrigando a uma circulação mais segura para todos”.

Dê-nos a sua opinião

Incorrecto
NOTA: As opiniões sobre as notícias não serão publicadas imediatamente, ficarão pendentes de validação por parte de um administrador.

NORMAS DE USO

1. Deverá manter uma linguagem respeitadora, evitando conteúdo malicioso, abusivo e obsceno.

2. www.diariodosul.com.pt reserva-se ao direito de eliminar e editar os comentários.

3. As opiniões publicadas neste espaço correspondem à opinião dos leitores e não ao www.diariodosul.com.pt

4. Ao enviar uma mensagem o utilizador aceita as normas de utilização.