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Festas de Santo António em Reguengos de Monsaraz terminaram

Vinho foi o “padrinho” das festividades populares deste concelho alentejano

As Festas de Santo António tiveram como protagonista deste ano, o vinho, o produto com maior peso na economia deste concelho. Atendendo que este ano, Reguengos de Monsaraz é a Cidade Europeia do Vinho, o município decidiu inovar e organizar a I ViniReguengos como mostra e promoção do que é produzido neste concelho, na região e mesmo na vizinha Espanha. De acordo com o presidente da Câmara Municipal, José Calixto, esta é uma aposta ganha, a

Maria Antónia Zacarias

18 Junho 2015 | Fonte: Redação D.S.

A primeira edição da ViniReguengos, no período das Festas de Santo António, localizado no Pavilhão Multiusos do Parque de Feiras e Exposições de Reguengos de Monsaraz, foi uma feira que pretendeu juntar no mesmo espaço vinhos locais, nacionais e internacionais. Neste espaço, os produtores tiveram a possibilidade de divulgar os seus produtos, apresentando-os e comentando-os.

Para o presidente do município, esta novidade “é, sem dúvida, para continuar”. José Calixto sublinhou que Reguengos de Monsaraz é um concelho “em que o bem com maior valor económico é o vinho de elevada qualidade, onde são produzidos cerca de 30 milhões de litros por ano. Como tal, apontou, haver mais do que razões para “merecer esta atenção especial, assumindo-se como espaço de promoção daquilo que é o que cria mais valor económico neste território”, reiterou.

O autarca afirmou que tendo esta primeira edição tido sido muito participada, adiantou que há capacidade para “mais que duplicar o número de participantes com outro pavilhão igual a este”. Nesta I ViniReguengos “tivemos uma mostra representativa das principais regiões vitivinícolas portuguesas e algumas de Espanha também. E isto valoriza e cria boas práticas que são algo que prosseguimos. Para além da notoriedade do concelho, queremos que haja aqui uma lógica de qualidade à volta dos vinhos de Reguengos”, frisou.

O mesmo responsável lembrou que o sector vinícola conseguiu evoluir muito nas últimas décadas, “sobretudo devido à capacidade de investimento e de investigação tecnológica”.

ViniReguengos é a primeira “de muitas edições”

José Calixto explicou que a Câmara Municipal continua a ser parceira da iniciativa “dos passeios de automóveis antigos, mas de facto, o vinho é o nosso grande valor económico. Portanto, entendemos que este foi o momento adequado para iniciarmos a primeira ViniReguengos a que, nos próximos anos, acrescentaremos alguns algarismos a esse primeiro”.

Outra das novidades deste ano, que no entender do edil foi igualmente conseguida com sucesso, foi virar as Festas de Santo António para a comunidade reguenguense nas suas várias vertentes, desde associações, instituições e agentes económicos do concelho. “Isto faz-nos lembrar um pouco as origens das Festas de Reguengos que são dinamizadas pelos agentes locais. Foi isso que este ano fizemos e as tasquinhas foram uma dos exemplos dessa mudança”, acrescentou.

José Calixto evidenciou que, uma vez mais, a tradição foi cumprida, voltando as Festas de Santo António “a serem as mais tradicionais, as que têm mais história e um dos momentos em que juntámos a diáspora reguenguense”. Segundo o autarca, passaram pelo recinto das festas cerca de 15 mil pessoas.

Valorização de produto regional é imperativo
para a AMPV

Pedro Ribeiro, presidente da Associação de Municípios Portugueses do Vinho (AMPV), que esteve presente na sessão de abertura deste certame, caracterizou a I ViniReguengos como “um excelente exemplo daquilo que nós, enquanto associação, queremos ver replicado em todos os municípios”.

A seu ver, este tipo de iniciativa tem como objectivo que “em cada território haja esta valorização de um produto regional que, para além do seu valor económico, tem uma grande importância social. Atrás dele e à sua volta, andam as tradições e anda um conjunto de cultura e de património que queremos potenciar em territórios que são rurais, de baixa densidade”.

Segundo Pedro Ribeiro, a Associação de Municípios Portugueses do Vinho quer combater este estigma da ruralidade, através da promoção deste produto do vinho. “Acabar com uma ideia que se generalizou no nosso país que é de confundir ruralidade com subdesenvolvimento. Penso que basta observar o que acontece no centro da Europa, no norte da Europa, onde os países fazem, a partir da sua ruralidade, dos seus sectores agro-industriais, factores de competitividade e de sustentabilidade ambiental”, explicitou, acrescentando que estes territórios são para ser vividos por pessoas e que têm qualidade de vida para oferecer.

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