Diario do Sul
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Alerta da Ordem

Alentejo continua carente em médicos de família

O presidente da secção sul da Ordem dos Médicos, Jaime Mendes, alerta que a região “precisa de muitos médicos de família”, por serem os profissionais a quem os doentes mais recorrem.

Roberto Dores

20 Maio 2015 | Fonte: Diário do Sul

Recorde-se que na semana passada, foi o próprio ministro da Saúde, Paulo Macedo, a admitir que, ao contrário do norte e centro do país, não vai ser tão cedo que a sul todos os portugueses vão ter acesso a médico de família, alertando Jaime Mendes que a carência na região rondará hoje os 30 por cento.
“Uns saíram devido à reforma antecipada, outros foram para outras zonas e o sul ficou muito penalizado. Ao ponto de que nem o reforço com os médicos cubanos chegou para minimizar este problema”, descreveu ao “Diário do Sul”, defendendo a necessidade do Governo apostar em medidas de excepção que “convençam” os clínicos a instalarem-se nos três distritos alentejanos, “fazendo por aqui a sua vida”.
O mesmo dirigente contesta há muito tempo o recurso à contratação de médicos por empresas de prestação de serviços para os hospitais alentejanos, alegando que não estão preparados para trabalharem nesta região. Alega que os clínicos “desconhecem a realidade do Interior do país”, sublinha o mesmo dirigente, insistindo antes “nos incentivos à fixação de jovens profissionais”, reitera.
Mas há outras pedras no caminho do Serviço Nacional de Saúde por estas paragens. “As queixas que recebemos na Ordem relativas à falta de material são constantes”, denuncia, dando o exemplo de algumas vacinas, mas também de materiais básicos, como é o caso dos pensos. “É uma situação incompreensível que faz lembrar as antigas caixas de previdência antes do Serviço Nacional de Saúde”, acrescenta.
Recorde-se que o Governo está criar incentivos para tentar convencer os médicos a fixarem-se nas zonas do interior do país que tenham falta destes profissionais. Segundo a proposta do Ministério da Saúde, que já está em discussão pública, a tutela aposta em dar aos médicos um incentivo de mil euros mensais nos primeiros seis meses, que serão reduzidos para 500, sendo que ao fim de um ano da colocação os clínicos ficarão a receber 250 euros por mês.
Ainda de acordo com o plano – contemplado no Orçamento de Estado para 2015 – os incentivos serão alargados a compensações para despesas de deslocação e de transporte e outros benefícios, como é o caso de mais dois dias de férias por ano, a garantia na transferência de escola para os filhos e facilidades na colocação de emprego para o cônjuge.

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